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Brasil registra 81 mortes por febre amarela desde julho, diz governo

G1 / Imagens: Reprodução
31/01/2018 07h50
Estados mais afetados são São Paulo e Minas Gerais / Imagens: Reprodução

O Ministério da Saúde divulgou um novo balanço dos casos e mortes devido à febre amarela no Brasil nesta terça-feira (30). Foram 213 casos confirmados da doença, sendo que 81 pessoas morreram devido à infecção. Os números foram contabilizados desde 1º de julho de 2017.

 

O governo federal recebeu 1.080 notificações de casos suspeitos – 432 foram descartados e 435 permanecem sob investigação. Em comparação com o mesmo período de 2016/2017, há uma queda de 54% nos casos confirmados. As mortes devido à doença diminuíram 44%.

 

Casos e mortes por febre amarela de julho a janeiro no Brasil

 Ano

Casos confirmados

Mortes

2016/2017

468

147

2017/2018

213

81

Os dois estados mais afetados são São Paulo e Minas Gerais, com 108 e 77 casos confirmados, respectivamente. O Rio de Janeiro detectou 27 infecções por febre amarela, seguido do Distrito Federal, com apenas uma pessoa. Leia abaixo os números de casos por estado que evoluíram para morte e veja os outros estados com notificações ainda em investigação.

 

Vacinação dos foliões

Esta terça-feira é o último dia para quem está planejando uma viagem para o feriadão do carnaval e precisa se imunizar contra a febre amarela. A vacina leva dez dias para fazer efeito.

 

A imunização é necessária apenas para as áreas consideradas de risco pelo Ministério da Saúde. São locais onde pessoas ficaram doentes ou foram encontrados macacos infectados com a febre amarela silvestre. Não há casos de febre amarela urbana no país desde 1942.

 

Sintomas da infecção

As primeiras manifestações da febre amarela são inespecíficas (já que podem ser confundidas com outras doenças). As pessoas atingidos podem apresentar, no entanto, febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias, mas a maioria das pessoas melhora após esse período, de acordo com informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

 

Já a forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

 

A doença é transmitida quando um mosquito pica um humano ou macaco infectado e, depois, com o vírus em seu organismo, volta a picar uma pessoa ou animal.






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