• Paraíso17

Até agora, Brasil registra somente casos de febre amarela silvestre

Especialistas apontam que a baixa quantidade do mosquito Aedes Aegypti nas cidades dificulta o surto urbano
Da Redação / Imagens: Reprodução/Band News FM
12/02/2018 17h00
O Brasil já teve 353 casos confirmados de febre amarela / Imagens: Reprodução/Band News FM

Apesar do avanço do vírus da febre amarela pelo Brasil, as chances de o país ter um surto do tipo urbano são pequenas. 

 

Ao todo já são 353 casos de febre amarela confirmados, segundo boletim atualizado do Ministério da Saúde. Os dados representam um aumento de 66% em relação à última avaliação, quando 213 pessoas haviam sido infetadas pelo vírus. Além disso, há 423 vítimas com sintomas suspeitos. Todas as confirmações da doença foram definidas como silvestre, isto é, transmitida por mosquitos que circulam em áreas rurais e da mata.

 

O médico infectologista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo, Aloísio Falqueto, afirma que a baixa infestação de Aedes Aegypti nas cidades brasileiras dificulta um surto em perímetro urbano.

 

Contagio do mosquito

Uma pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz, em parceria com o Instituto Pasteur, que teve como base mosquito Aedes do Rio de Janeiro, indica que apenas 10% deles, que tem contato com sangue infectado pela febre amarela se contaminam. Quando isso ocorre com a Chikungunya, porém, a probabilidade de contágio sobe para 80%.

 

O Coordenador da Vigilância em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, Rivaldo da Cunha, chama atenção, ainda, para o tempo que cada vírus fica no sangue, aspecto que aumenta ou diminui a chance de contágio de um mosquito. Enquanto a febre amarela se mantém no sangue por até dois dias, a chikungunya fica por até nove dias.

 

Na última semana, São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, registrou a primeira morte por febre amarela.  A chegada da doença na cidade era esperada, já que, por causa da mata Atlântica, o vírus seguiu em direção ao litoral e o município fica nesse caminho. No entanto, o caso ainda é investigado. A vítima, um homem de 35 anos, pode ter contraído a doença no trabalho, que fica em uma área rural. Com Band News FM






VEJA MAIS