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Onda de denúncias contra HR de Nova Andradina motiva reunião extraordinária

Foi determinado um prazo de 60 dias para que a Diretoria do Hospital Regional apresente um plano com propostas que coloque fim aos impasses
Luis Gustavo, Da Redação / Imagens: Luis Gustavo/Jornal da Nova
13/09/2018 07h00
Reunião aconteceu na manhã desta quarta-feira (12) / Imagens: Luis Gustavo/Jornal da Nova

Após denúncias de funcionários do Hospital Regional sobre supostas irregularidades com relação à gestão da unidade hospitalar e outros fatores, nesta quarta-feira (12), foi promovida uma reunião extraordinária com membros do Conselho Municipal de Saúde, Conselho Regional de Enfermagem, Diretoria do Hospital Regional, Ministério Público e Auditoria Municipal. O encontro realizado na sede do Conselho Municipal de Saúde de Nova Andradina.

 

Dentre as denúncias apresentadas pelos funcionários, consta que um dos médicos de plantão vem, segundo eles, destratando pacientes já há alguns anos e que o trabalho dos enfermeiros vem sendo desgastante, uma vez que o efetivo conta com 19 funcionários, sendo que dentro da legalidade seriam necessários 28. 

 

Outra reclamação foi de que houve grande perda de funcionários nos últimos meses devido a mudanças de escala mensal, aparentando, inclusive, que havia algum tipo de "perseguição" contra alguns membros da equipe. Por causa da falta de funcionários, técnicos em enfermagem, sem qualquer qualificação para outros tipos de atividade, recebem recém-nascidos, por exemplo, mas que deveriam estar sob cuidados de enfermeiros especializados.

Diretoria do Hospital Regional - Foto: Luis Gustavo/Jornal da Nova

Em resposta, a comissão de Gestão do Hospital Regional afirmou que o caso relacionado ao destrato do médico para com alguns pacientes foi encaminhado ao Ministério Público e acabou sendo arquivado. 

 

Por sua vez, a Auditoria Municipal sugeriu a contratação de um psicólogo direcionado aos funcionários da Unidade Hospitalar, devido à carga estressante de trabalho e, quanto à mudança de escala mensal, concluiu que está dentro da legalidade, uma vez que enfermeiros com qualificações em áreas específicas tendem a permanecer no mesmo turno, ou seja, a qualificação profissional seria uma forma para que as mudanças na escala fossem reduzidas.

 

Quanto ao fato de que técnicos em enfermagem recebem recém-nascidos, que deveriam estar sob cuidados de enfermeiros especializados, o problema da falta de efetivo foi reconhecido por ambas as partes.

A partir desta reunião, funcionários e gestores  concordaram com a criação de uma comissão de ética, que seria obrigatória a partir de 20 enfermeiros, contudo, se torna facultativa com os 19 enfermeiros que trabalham atualmente. A comissão de ética é pré-estabelecida de acordo com a resolução do Cofen (Conselho Federal de Enfermagem), feita de forma elegível, e tende a facilitar e fiscalizar parte das denúncias, tarefa que vem sendo atribuída apenas ao Conselho Municipal de Saúde. 

 

Foi determinado um prazo de 60 dias para que a Diretoria do Hospital Regional apresente um plano com propostas que coloque fim aos impasses ou demonstre que os problemas destacados vêm sendo resolvidos.



Galeria de Imagens / Imagens: Luis Gustavo/Jornal da Nova






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