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PMA autua 30 caçadores no ano passado em R$ 51 mil, número 14,2% inferior a 2017

Da Redação / Imagens: Arquivo/PMA
11/02/2019 07h15

A caça ilegal não é uma atividade que desperta grande preocupação em Mato Grosso do Sul. Além disso, a população do Estado atingiu um nível de sensibilidade elogiável. Isso se percebe, quando as pessoas denunciam indignadas infratores que estejam cometendo quaisquer crimes e infrações ambientais, especialmente, contra a fauna.

 

Apesar de não ser preocupante, foram 30 pessoas autuadas por caça ilegal em 2018, número 14,2% inferior às autuações em 2017, quando foram 35 autuados. Os valores de multas foram 55,6% menores em 2018, com relação a 2017. Foi aplicado um valor de R$ 51.460,00 em 2018 e R$ 116 mil em 2017.

 

De qualquer forma, esses valores não são taxativos com relação à quantidade de ocorrências, pois o valor de multa por animal é variante, tendo em vista que é de R$ 500 por animal não constante das listas de espécies brasileiras em extinção e da CITIES (Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies da Flora e da Fauna em Perigo de Extinção) e de R$ 5 mil para os que estejam em quaisquer destas listas. Por exemplo: Para um caçador que abateu uma capivara a multa é de R$ 500. Para uma anta a multa é de R$ 5 mil.

 

O número de autuados também não significa maior quantidade de ocorrências, pois em alguns casos, os caçadores estão em grupos e todos são autuados independentemente de terem abatido um único animal durante a caçada. Por exemplo: cinco caçadores em uma única ocorrência de abate de uma anta, a multa aplicada foi de R$ 5 mil para cada um, e todos respondem pelo crime.

 

Ainda, a prevenção bem feita também mascara os números. Várias vezes, a PMA prende pessoas com armas de caça e munições por porte ilegal de armas, quando na verdade, estavam caçando, mas ainda não haviam abatido animais. Dessa forma, não há como comprovar a caça e as pessoas não são autuadas pelo crime ambiental, devido à falta de animais abatidos.






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