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Justiça decreta prisão preventiva dos acusados de matar policial em Maracaju

O quinto suspeito morreu em confronto com a polícia
Da Redação / Imagens: Divulgação
12/02/2019 13h38

Na tarde desta segunda-feira (11), foi decretada a prisão preventiva dos quatro presos em flagrante delito, Fabiano Alves Ferreira, Eduardo Rocha Cavanha, Patrique Cáceres do Carmo e Maicon Barbosa Belo, em razão do assassinato do Policial Militar Juciel Rocha Professor, em Maracaju. O quinto suspeito morreu em confronto com a polícia.

 

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Segundo o MPE (Ministério Público Estadual), investigações preliminares apontam que o motivo seria vingança dos integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) pela atuação firme e corajosa do policial militar Juciel Rocha Professor, no combate ao crime organizado na cidade de Maracaju.

 

Apurou-se que os presos já possuíam condenação criminal anterior, tendo um deles saído há cerca de 22 dias da cadeia, e juntos, elucubraram a morte do policial, segundo o modus operandi da facção criminosa "PCC", que é a associação com grupos criminosos locais, os quais oferecem pessoal e recebem em troca, armas, modo de agir e drogas.

 

De fato, com um dos integrantes desse grupo criminoso foram encontradas munições, arma e drogas, sendo que o grupo agiu de modo coordenado e com divisão de tarefas na execução da morte do policial.

 

Uma mega operação foi deflagrada por policiais do BOPE (Batalhão de Choque e Batalhão de Operações Especiais) e da Polícia Civil, onde lograram êxito em prender, em menos de 24h, os responsáveis pelo assassinato do Policial Militar.

 Policial morreu na madrugada de domingo - Foto: Redes Sociais

Ao todo, foram cinco partícipes na morte do policial, contudo, os delegados Amylcar Eduardo Paracatu Romero e Glaucia Fernanda Valério, não descartam a possibilidade de existirem mais envolvidos no crime, e prosseguem com as investigações.

 

Durante audiência de custódia, nenhum dos presos alegou inocência ou se disse injustiçado, ao contrário, todos eles fizeram pedido ao juiz para que fossem encaminhados para o Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, reduto, sabidamente, da facção criminosa "PCC", entretanto tal decisão sai da alçada do magistrado por ser atribuição da COVEP (Coordenadoria das Varas de Execução Penal) de MS.

 

Assim, ante a constatação de antecedentes criminais de alta gravidade dos envolvidos Fabiano Alves Ferreira, Eduardo Rocha Cavanha, Patrique Cáceres do Carmo e Maicon Barbosa Belo, o juiz Marco Antonio Montagnana Morais decretou a prisão preventiva, para garantia da ordem pública e da regular instrução criminal.






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