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Excesso de quebra-molas em Nova Andradina gera reclamações e fere normas do Contran

Em algumas regiões, por exemplo, existem três quebra-molas instalados com menos de 50 metros de distância
Da Redação / Imagens: Jornal da Nova
11/06/2019 13h15
Rua Arthur da Costa e Silva com dois quebra-molas e uma faixa elevada na mesma quadra / Imagens: Jornal da Nova

Se antes as reclamações se davam pela falta de quebra-molas, como meio de controlar o tráfego e diminuir o número de acidentes, agora se dão pelo excesso. Isso porque, recentemente, a Prefeitura de Nova Andradina instalou novas ondulações transversais à via em ruas que já contavam com a estrutura a poucos metros. 

 

Em algumas regiões, por exemplo, existem três quebra-molas instalados com menos de 50 metros de distância, ferindo normas de organismos como o Contran (Conselho Nacional de Trânsito).  

 

Em levantamento nas resoluções do Contran, foi verificado que boa parte das lombadas estão sendo indiscriminadamente espalhadas em Nova Andradina de forma irregular, desobedecendo as normas de trânsito.

 

É bom lembrar que o Código de Trânsito e as Resoluções do Contran foram elaborados com base em estudos técnicos e não é sem razão que se proibiu o uso de quebra-molas como redutores de velocidade.

 

A Resolução nº 600/16 do Contran, que regulamenta as exceções sobre a implantação de quebra-molas, traz regras para sua utilização.

 

De acordo com os artigos dessa Resolução, a implantação de ondulações transversais e sonorizadores em vias públicas depende de “autorização expressa” da autoridade de trânsito e somente podem ser colocadas “após estudo de outras alternativas”, ou seja, são verdadeiramente exceções à regra.

 Avenida Rio Brilhante com faixa elevada e mais um quebra-molas em menos de 50 metros - Foto: Jornal da Nova

“Não creio que as autoridades de trânsito de Nova Andradina tenham autorizado a implantação indiscriminada de quebra-molas em toda a cidade, mesmo porque, caso alguém sofra acidente causado pelos quebra-molas, as autoridades que autorizaram sua implantação podem ser processadas criminalmente, até mesmo por homicídio culposo e não creio que se sujeitariam a este risco”, diz um motorista.              

 

Mesmo nas exceções, os quebra-molas têm que obedecer aos padrões e critérios, que estão definidos na Resolução do Contran para quebra-molas do “Tipo I” (nas cidades) e “Tipo II” (nas rodovias).

 

Nas cidades (Tipo I), devem ter comprimento mínimo de 1,50 m (um metro e meio) e altura máxima de 0,08 m (oito centímetros). Nas rodovias (Tipo II), devem ter comprimento mínimo de 3,70 m (três metros e setenta centímetros) e altura máxima de 0,10 m (dez centímetros). 

 

Estas medidas, exigidas em face de estudos técnicos, asseguram que os veículos que estiverem dentro de sua altura normal, que é a altura de sua fabricação, não se esfregarão no quebra-molas. O quebra-molas, pegando os veículos por baixo, pode causar danos e até mesmo lesões físicas a seus condutores, como nos casos de motociclistas, já que podem levá-los a quedas.

 Quebra-molas em excesso está gerando reclamações de motoristas - Foto: Jornal da Nova

Outra desobediência às normas de trânsito verificada em Nova Andradina são as ondulações transversais usadas como passarela de pedestres, principalmente as escolas. O artigo 12 da Resolução do Contran determina que qualquer ondulação transversal que seja colocada próxima a alguma esquina obedeça a uma distância mínima de 15 m (quinze metros) da esquina, isto para que os condutores de veículos possam visualizar com boa antecedência a ondulação.






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