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PMA descobre que vídeo de presidente de ONG com pescadores praticando pesca com redes é ''fake news''

Ribeirinho empresou embarcação para o presidente e amigos no dia 3 de julho
Da Redação / Imagens: Reprodução/PMA
20/07/2019 15h23

A PMA (Polícia Militar Ambiental) de Coxim recebeu um vídeo postado no dia 14 de julho nas redes sociais, denunciando duas pessoas que estariam em uma canoa praticando pesca com redes [petrechos proibidos] no rio Taquari. No material (anexo), o presidente da Organização Não Governamental informa que fez denúncias às autoridades e, como não houve providência, foi para o rio no dia 3 de julho passado e filmou dois indivíduos passando arrastão no rio Taquari.

 

No vídeo, o presidente diz que os suspeitos estavam encapuzados e chama a atenção dos pescadores, que continuam a praticar a pesca. Ainda afirma que dois outros barcos com motores haviam fugido. Por fim, cobra providências da PMA (Polícia Militar Ambiental), da Promotora de Justiça e até do Governador.

 

Como de costume, ao receber este tipo de postagem, os policiais passaram a tentar localizar os pescadores pelas características da canoa e no dia (17), localizaram a embarcação em uma chácara a 25 km da cidade. Ao ser interrogado, o proprietário da canoa, de 56 anos, afirmou que a possui há mais de 40 anos, o mesmo tempo em que mora naquela chácara e é ribeirinho. Disse que não pratica pesca predatória e que empresta a canoa para conhecidos.

 

Segundo o ribeirinho, ele conhece o Presidente da ONG há um ano e, no dia 3 de julho, estava em sua canoa praticando pesca artesanal, quando ele chegou acompanhado de três pessoas e solicitou a embarcação para realizar uma pescaria. O ribeirinho disse que emprestou a embarcação e foi então para sua casa almoçar e voltou por volta da 15h, porém, o pessoal não estava mais no local. Somente pelas 18h apareceram para devolver a canoa. Ele afirma que naquele dia não havia ninguém no rio, além das pessoas a quem emprestou a embarcação.

 

Ainda informa que no dia 16 de julho seu irmão o mostrou o vídeo e que reconhece a canoa ali mostrada como de sua propriedade e que, pelas roupas, tratavam-se das pessoas que apareceram com o presidente da ONG. Verificando fotos das pessoas que costumam andar com o presidente, reconheceu dois indivíduos, como sendo os que estavam na pescaria no dia do empréstimo da embarcação.

 

O depoimento da testemunha foi realizado na presença de outras pessoas e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil e ao Ministério Público Estadual para apuração dos crimes de pesca predatória e denunciação caluniosa e, dependendo, até de associação criminosa.

 

Na instância administrativa, a PMA efetuará um auto de infração por pesca predatória para cada um dos participantes. A multa administrativa prevista é de R$ 700 a R$ 100 mil.

 

“Esse presidente da ONG é o mesmo que invadiu em 2017 a rádio de Coxim para agredir o Comandante da Polícia Militar Ambiental que realizava uma entrevista ao vivo e que só foi contido depois de alvejado na perna”, informa nota da PMA.






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