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Em 3 meses, PM aumentou em 30% ocorrências de tráfico de drogas, em Nova Andradina

Ações foram no período de 1º de agosto a 6 de novembro de 2019
Da Redação / Imagens: Jornal da Nova
06/11/2019 19h52
Sede do 8º Batalhão de Polícia Militar / Imagens: Jornal da Nova

O combate ao tráfico de drogas é uma das prioridades do 8º Batalhão Polícia Militar. Em Nova Andradina, a Polícia Militar registrou um aumento de 30% no número de prisões pela venda ilegal de entorpecentes somente nos últimos três meses.

 

No período de 1º de agosto a 6 de novembro de 2018, foram registradas pela Polícia Militar 21 ocorrências de tráfico de drogas. Neste mesmo período no ano de 2019, foram 30 ocorrências do mesmo crime, ou seja, conduzindo 30 pessoas à Delegacia de Polícia Civil.

 

Também no mesmo período, em 2018 foram capturados 17 foragidos da Justiça e, em 2019, 45 foram presos, deste total, 34 detitos pela equipe da Força Tática.

 

A Polícia Militar destaca também o crime de furto e roubo que teve queda na cidade de Nova Andradina. Comparando 1º agosto a 6 de novembro do ano passado, foram registrados 225 casos, já neste ano no mesmo período, foram 193 registros, ou seja, 15% menos. Crime de roubo foram registrados 15 em 2018 e, em 2019 foram oito, resultando em 47% de redução.

 

Vale destacar que as quedas envolvem o excelente trabalho desenvolvido tanto a Polícia Militar na prevenção e repressão imediata, quanto a Polícia Civil que trabalha na investigação.

 

Para a PM, o tráfico de drogas está concentrado em vários bairros, praças e no quadrante da avenida Antônio Joaquim de Moura Andrade, com a rua Espírito Santo e adjacências. Mas o subcomandante do 8º BPM, capitão Vieira, aponta que essa configuração no mapa do tráfico da cidade pode mudar conforme a atuação dos traficantes.

 O subcomandante do 8º BPM, capitão Vieira - Foto: Jornal da Nova

“O marginal migra de bairro. Muitas vezes os traficantes que estavam atuando em determinada região são presos. E aquela região fica por certo tempo desabastecida. E os usuários se comunicam por meio de aplicativos para descobrir onde há droga. Com essa comunicação, há uma nova fonte e a concentração da venda migra”, frisa.

 

Investimento no serviço de inteligência

Vieira acredita que o aumento no número de prisões se deve ao trabalho da ALI (Agência Local de Inteligência). “Destacamos a importância da sociedade fazer as suas denúncias em nossos canais, como o site http://www.alertacidade.com.br e via fone 190 e o sigilo é mantido”, destaca o capitão.

 

Na opinião do comandante do 8º BPM, tenente-coronel André Henrique de Deus Macedo, o combate efetivo ao tráfico de entorpecentes no município refletiu também na redução de outros crimes, como por exemplo, assaltos e furtos.

 

“Acredito que a presença ostensiva da Polícia Militar nas ruas consegue, em alguns casos, evitar esses crimes. Uma simples abordagem pode resultar na apreensão de armas e de pessoas suspeitas foragida da Justiça. E o combate ao tráfico de drogas também tem relação com a redução de crimes contra a vida e também contra o patrimônio, essas são as diretrizes repassadas pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e escalão superior da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), que buscamos seguir com afinco e excelência”, reitera.

 O comandante do 8º BPM, tenente-coronel André Henrique de Deus Macedo - Foto: Jornal da Nova

"O trabalho realizado pelo batalhão inicia com a análise criminal, passa pela instrução do efetivo, planejamento operacional com preleção diária aos policiais e acompanhamento permanente pelos oficiais e graduados. Temos um efetivo qualificado e compromissado”, finalizou o comandante.



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