Explosão na maior refinaria da Venezuela mata 39 e fere dezenas

Redação


A explosão que atingiu a maior refinaria da Venezuela no sábado matando 39 pessoas e ferindo outras dezenas, paralisou as operações na instalação, no pior acidente da indústria de petróleo da OPEP.

O ministro da Energia da Venezuela, Rafael Ramírez, disse à Reuters que unidades de não produção na refinaria de Amuay foram afetadas mas que não havia planos para interromper as exportações, um sinal de que o incidente provavelmente terá pouco impacto sobre os preços dos combustíveis.

Fotografias tiradas logo após a explosão da madrugada mostraram veículos destruídos, cercas derrubadas e tanques de armazenamento gigantes em chamas que iluminavam o céu noturno.

Um edifício da Guarda Nacional na área foi destruído e autoridades disseram que uma criança de 10 anos estava entre os mortos. Um vazamento de gás causou a explosão e muitos dos mortos eram soldados da Guarda Nacional que estavam fornecendo segurança para a instalação, que refina 645.000 barris de petróleo por dia, disse Ramirez, acrescentando que o fogo estava sob controle.

Autoridades disseram que foram confirmados 18 soldados mortos junto com 15 civis, enquanto seis corpos ainda tinham de ser identificados. "Havia um quartel da Guarda Nacional perto da explosão... A instalação era muito perto das operações", Ramirez disse à Reuters em uma entrevista telefônica exclusiva, acrescentando que a produção pode ser retomada em Amuay dentro de dois dias, no máximo.

"Nós precisamos aumentar a produção em outras refinarias e olhar para o armazenamento flutuante perto do complexo", disse ele. A explosão ocorre após repetidos acidentes e interrupções durante a última década em instalações operadas pela companhia de petróleo estatal PDVSA, que têm produção limitada e planos de expansão prejudicados.

As operações em Amuay foram parcialmente fechadas pelo menos duas vezes este ano, devido a um pequeno incêndio e ao fracasso de uma unidade de refrigeração. Esses problemas têm estimulado as acusações de gestão inepta pelo governo do presidente Hugo Chávez, que está concorrendo à reeleição em 7 de outubro.

Reuters

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