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Novidades para o mercado da cana
A fibra de carbono é mais forte do que o aço e tem elevada resistência à temperatura
Redação
Cientistas brasileiros descobriram uma nova maneira de transformar os resíduos da cana-de-açúcar em fibra de carbono. Atualmente, o bagaço da cana já é muito valorizado no agronegócio brasileiro. A cada tonelada da planta, para fazer etanol, são produzidos cerca de 140 kg de bagaço. Esse material é queimado na usina para gerar energia.
Entretanto, uma parte dos resíduos não é aproveitada. Como não é possível absorver todos estes restos, a solução é estocá-los. Mas, quando armazenados incorretamente representam um fator sério de poluição ambiental.
Pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) decidiram então desenvolver um método que extrai uma molécula "estrutural" dos vegetais do bagaço, chamada de lignina. Essa substância é tratada para ser transformada em fibra de carbono.
"Não é como transformar garrafa PET em tapete ou em árvore de Natal. É uma reciclagem com alto valor agregado, que pode gerar boas oportunidades, porque o Brasil ainda não tem produção industrial de fibra de carbono.
A lignina é extraída, processada e, em seguida, passa por diversos processos em que o teor de carbono vai aumentando até ser transformada em fibra de carbono, que pode ser comercializada para diversos fins.
A fibra de carbono é mais forte do que o aço e tem elevada resistência à temperatura. Ela é obtida, principalmente, do petróleo, por isso a fibra do reaproveitamento da cana também ajudaria a reduzir a dependência deste combustível fóssil.
Atualmente, há outras técnicas para aproveitar ainda mais o bagaço que resta da produção do etanol. O que origina o chamado etanol de segunda geração. Da mesma forma, já existem outras maneiras de transformar a lignina em fibra de carbono. Tais projetos estão em fase experimental.
Os cientistas da UFRJ afirmam que a técnica desenvolvida mostrou-se funcional, e buscam agora patentear o projeto.
Alunos do Curso Tecnólogo em Produção Sucroalcooleira:
Talita Rodrigues, Roseli Guimenez, Rhullian Quinhones, Laudicéia Ravaze e Tania Borges
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