Google bloqueia vídeo que motivou prisão de diretor-geral no Brasil

Redação


O diretor-geral do Google Brasil, Fabio José Silva Coelho, informou na noite desta quinta-feira (27) que a empresa bloqueou o vídeo que motivou sua prisão ontem.

Segundo Coelho, o último recurso movido pela empresa foi negado na noite de quarta-feira (26). "Agora, não temos outra escolha senão bloquear o vídeo no Brasil", escreveu o diretor no blog do Google Brasil.

No comunicado, ele afirma que a Justiça Eleitoral não permitiu uma discussão mais profunda do assunto envolvendo o vídeo com ataques ao candidato à Prefeitura de Campo Grande (MS) Alcides Bernal (PP).

"Estamos profundamente desapontados por não termos tido a oportunidade de debater plenamente na Justiça Eleitoral nossos argumentos de que tais vídeos eram manifestações legítimas da liberdade de expressão e deveriam continuar disponíveis no Brasil", afirmou o diretor-geral.

Coelho foi preso por ordem da Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul por descumprir a determinação de retirar dois vídeos com ataques a Alcides Bernal. Conduzido à sede da Polícia Federal em São Paulo, foi ouvido, autuado por crime de desobediência e liberado em seguida, por se tratar de crime de menor potencial ofensivo.

Uma das publicações que motivaram a ação foi retirada do ar pelo próprio usuário, fato citado por Coelho na nota. "Ironicamente, o usuário que publicou um dos vídeos acabou por removê-lo e fechou sua conta no YouTube -- esse é apenas um exemplo dos efeitos intimidatórios do episódio para a liberdade de expressão", escreveu.

No início desta noite, o vídeo "Alcides Bernal - Tostão contra o Milhão - Macbook Apple", postado pela usuária "luanaximenez", não estava mais disponível.

Na tela aparece um comunicado: "Este conteúdo não está disponível em seu país devido a um requerimento legal do governo". Outros vídeos com o mesmo conteúdos, porém, continuavam no ar na noite desta quinta-feira

A Justiça também determinou a suspensão do Google e do YouTube em Mato Grosso do Sul por 24 horas. A Embratel, citada na decisão, informou que cumprirá a ordem, mas não informou quando os sites sairão do ar.

Folha de SP

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