Relatórios de facção mostram rotina de corrupção policial

Agora SP


Arquivos do PCC – Primeiro Comando da Capital apreendidos pela polícia revelam que facção criminosa faz pagamentos sistemáticos para policiais civis, registram dinheiro do tráfico "perdido" em extorsões praticadas por policiais, além de acordos feitos com policiais militares – PMs para atuarem juntos em assaltos.

Identificado como 'percas', as informações constam de parte dos 400 documentos que já estão com a polícia e o Ministério Público, como reportagem revelou ontem. E espécie de livro-caixa do crime, os arquivos mostram que a facção atua em 123 das 645 cidades do Estado e tem nas ruas 1.343 homens.

Em um documento de 9 de agosto, apreendido na Baixada Santista, os criminosos reclamam de uma série de problemas com a Polícia Civil.

Resposta
Questionada ontem sobre o envolvimento de policiais com criminosos vinculados ao PCC, a Secretaria da Segurança Pública não se manifestou sobre o assunto até a conclusão dessa edição. O delegado Mauro Fachini, responsável pela 4ª delegacia do Deic, disse que a assessoria do departamento enviaria nota, mas não o fez até a conclusão desta edição.

A reportagem procurou o delegado-seccional de Santo André, Gerdson Ferreira, para falar sobre a suspeita sobre de Mauá. Ferreira não foi encontrado. Titular do 90º DP – Parque Novo Mundo, o delegado Edvaldo Faria afirmou que assumiu o cargo em dezembro e que desconhece o caso de extorsão de R$ 82 mil de dois traficantes.

Em nota, a Polícia Militar afirmou que a corporação não pode comentar investigações contra seus policiais.

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