Haddad eleva o tom e diz que Serra vai 'mobilizar as trevas' para vencer

Redação


O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta sexta feira (12), que seu adversário, José Serra (PSDB), está fora de si e que o tucano vai "mobilizar as trevas" para tentar vencer a eleição municipal. "Acho que ele está fora de si, ele vai mobilizar as trevas como ele fez em 2010. Tudo que ele pode fazer para ofender a presidente Dilma (Rousseff) ele fez. É uma pessoa que está completamente fora do tom e isso não é o que a cidade quer", disse o petista em resposta às críticas que Serra vem fazendo contra sua campanha e ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado pelo Supremo Tribunal Federal no caso do mensalão.

Haddad participou nesta sexta de uma caminhada no Shopping Aricanduva, na zona leste da capital paulista. Acompanhado do candidato derrotado do PMDB Gabriel Chalita, dos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Miriam Belchior (Planejamento), Marta Suplicy (Cultura) e no final da caminhada, do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), Haddad disse aos jornalistas que campanha com ofensas pessoais "não vai nos levar longe", e que Serra conhece a sua trajetória e que, portanto, não precisa partir para esse tipo de estratégia.

O candidato lembrou que a presidente Dilma Rousseff já o havia alertado sobre o comportamento do tucano. Haddad ressaltou, ainda, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) também haviam reprovado a postura de Serra na eleição presidencial de 2010. "O Serra não tem jeito. Na minha opinião ele é incorrigível. Ele vai ser assim para sempre", afirmou. O petista também afirmou que não pretende pautar a sua campanha em pesquisas de intenção de voto e que, independentemente da estratégia do oponente, ele manterá o mesmo comportamento. "Nossa campanha independe de pesquisa. À frente ou atrás, o nosso comportamento será o mesmo", enfatizou.

Questionado sobre a investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) a respeito de indícios de fraude em contrato do Ministério da Educação (MEC), quando ele ainda era ministro da pasta, Haddad respondeu que ele mesmo havia solicitado a abertura de investigação. "Eu já tinha determinado a abertura de auditoria para saber o que havia acontecido. Quem encaminhou a auditoria para os órgãos de controle foi eu. Por enquanto, não tem novidade", disse.


Estadão

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