Policial / Polícia
Polícia estuda novas operações após saldo positivo da Operação Pró Morar
Jefferson Gonçalves
A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul classificou como positivo o saldo preliminar da Operação Pró Morar, iniciada no dia 17 deste mês, abrangendo a região da vila Nhá Nhá em Campo Grande. Baseada nos resultados iniciais da operação realizada, a Polícia Militar já planeja ações do mesmo porte em outros bairros de Campo Grande.
De acordo com o comandante da operação e do 10º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Reginaldo Medeiros, os resultados obtidos na primeira semana de operação foram primordiais para o planejamento de novas ações. “Os resultados da operação foram positivos em todos os aspectos. Com isso o comando geral da Polícia Militar, por meio das equipes de inteligência já estuda novas ações para outras regiões da Capital” afirmou o comandante.
A Operação Pró Morar tem como objetivo combater o tráfico de drogas e a criminalidade na região da vila Nhá Nhá. Cerca de 300 policiais, entre eles soldados da Polícia Militar, Companhia Independente de Policia Militar de Trânsito (Ciptran) e Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe), participaram da ação. Após a primeira semana de operação, cerca de 30 homens da polícia militar permanecerão no bairro, encarregados da segurança na região. Segundo o balanço inicial da operação, 12 pessoas já foram detidas, além de várias porções de drogas, eletrônicos e veículos produtos de roubo apreendidos e três estabelecimentos comerciais fechados.
“O principal fundamento da operação na região da vila Nhá Nhá é a instalação da Polícia Comunitária. Após o inicio das ações, começamos um trabalho de aproximação com a comunidade dos bairros. Queremos que a população aumente a sua confiança no trabalho da polícia, de forma que seja mantido um contato direto entre ambas as partes. Isso facilita na antecipação da polícia para inibir a criminalidade”, afirma o comandante.
Segundo o coronel, a comunidade da vila Nhá Nhá aprovou a ação da polícia onde já se percebe a mudança no comportamento dos próprios moradores. “A comunidade hoje está mais segura. Tivemos relatos de moradores que antigamente tinham medo de sair de casa no período noturno. Isso mudou após a instalação das equipes da polícia”, diz o coronel. “Permaneceremos por 60 dias na região, mas já consideramos como meta, a implantação de uma base comunitária permanente da Polícia Militar na região”, afirma.
Para o vice-presidente do Conselho de Segurança da Vila Nhá Nhá, Gilberto Gonçalves Ferreira, o clima de região é de segurança total e tranqüilidade. “Houve uma mudança de pensamento por parte dos moradores em relação a polícia. Os moradores não se sentem mais inibidos devido à criminalidade. Hoje, quando caminhamos pelas ruas da região, podemos ver as equipes da polícia fazendo rondas na área, isso mostra para a comunidade que a polícia está presente. O morador está mais confiante”, afirma o vice-presidente.
“Após a etapa de instalação da Polícia Comunitária na vila Nhá Nhá, queremos nos reunir com os moradores para começarmos a trabalhar questões de políticas públicas. Através dessas reuniões poderemos saber o que a comunidade necessita nas questões relacionadas a segurança, moradia, trabalho e lazer” diz o tenente-coronel, Reginaldo Medeiros.
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