Adolescente de 16 anos acusa policiais militares de MS de tortura

G1 MS



Um grupo de policiais militares de Nova Andradina, cidade a 297 quilômetros de Campo Grande, está sendo acusado de ter torturado um adolescente de 16 anos, nesta segunda-feira (11). O jovem seria passageiro de uma motocicleta que teria tentado fugir de uma fiscalização de trânsito. A suposta tortura foi denunciada pela mãe do jovem à Polícia Civil, que vai abrir inquérito para investigar o caso. A PM também apura a denúncia.

O adolescente que pediu para não ser identificado diz que tem dificuldades para caminhar e apresenta vários hematomas nos olhos, orelha, braço, testa e no peito. Ele diz que as marcas seriam fruto das agressões que teriam sido feitas pelos policiais militares.

“Eu estava na garupa de uma moto e estava andando com um menino que não tem habilitação. Quando vimos a viatura, corremos. Quando os policiais perceberam que nós corremos, vieram atrás e deram três tiros. Nós paramos na hora, mas ao invés de perguntarem quem nós éramos, eles já chegaram batendo, pisando na cabeça e algemando”, conta o adolescente.

O jovem diz que depois das agressões sofridas na rua ele teria sido levado para o batalhão da PM na cidade, onde teria sido agredido e torturado por quatro policiais. O adolescente conta que teria sido até obrigado a comer fezes. “Não perguntaram nada só batiam e batiam. Eu cheguei a cuspir sangue e até vomitei”, diz o jovem.

“Ao chegar ao batalhão vi meu filho algemado, com a boca cheia de fezes, sangrando e pedindo por clemência. Pedi para que eles [os policiais] tirassem a algema dele, mas eles disseram para eu sair dali, porque eu estava atrapalhando, porque naquele momento ele estava sendo taxado como bandido”, conta a mãe do adolescente, que também pediu para não ser identificada.

O delegado responsável pelo caso não quis falar sobre o caso, mas afirmou que vai abrir um inquérito policial para investigar a denúncia.

A Polícia Militar de Nova Andradina informou que a denúncia feita pela família está sendo apurada pela corporação, mas o comando não quis falar sobre o caso. Ainda de acordo com a polícia, os policiais denunciados por enquanto não serão afastados da corporação. 

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