Os policiais civis presos na Operação “Nhu-Vera” chegaram a cobrar entre R$ 3 mil e 4 mil para fraudar ou não confeccionar boletins de ocorrência em Coronel Sapucaia e Amambai, na fronteira com o Paraguai. José Adão Correa, Oclécio José de Farias e Ronieri Isael Adomaitis de Araújo propunham aos autores de delitos, dentro da própria delegacia, o pagamento de propina para retirar a autoria do envolvido no crime ou mesmo deixar de registrar o fato.
Algumas negociações com pessoas que aceitaram a proposta e pagaram para livrar o nome de acusações, tudo foi gravado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco. Os três foram presos nesta sexta feira (07). Em um dos casos, um motorista envolvido em acidente pagou R$ 3 mil para ter o nome retirado no registro policial.
Outros crimes eram cobrados, como porte ilegal de arma, falsificação de documentos, roubo e furto. No entanto, durante as investigações do Gaeco, iniciadas em agosto deste ano, não houve constatação de pagamento de propina para crimes contra a vida. “Nossas investigações começaram em agosto, mas essa situação de corrupção acontecia há mais tempo”, destacou o coordenador do Gaeco, promotor Marcos Alex Vera.
Correio do Estado
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