Bando tinha 'apoio logístico' para roubo em Ladário

Diário Online


Estão no presídio masculino de Corumbá os nove acusados de envolvimento na tentativa de arrombar o caixa eletrônico do Banco do Brasil, instalado dentro da Prefeitura de Ladário, ocorrida na madrugada do sábado, 03 de setembro. Agora, o delegado titular do 1º Distrito de Polícia Civil, Jeferson Rosa Dias, tem dez dias para concluir o inquérito e enviar o caso para a Justiça.

Todos os envolvidos foram autuados em flagrante e indiciados pelos crimes de roubo qualificado na forma tentada; porte ilegal de arma de uso restrito; resistência e formação de quadrilha. A Polícia investiga a participação deles em casos de roubos e furtos a caixas eletrônicos em Mato Grosso e outras cidades de Mato Grosso do Sul.

Foram encaminhados para o Estabelecimento Penal: Giovani Preto Tomé, 42, "Gaúcho"; Wagner da Silva Soares, 25; André Luís Rodrigues, 43, ex-policial militar de Goiás; Denilson Vilalva, 31, guarda municipal de Ladário; Sebastião Jara Pedrozo, 44; Josuel Benedito de Souza, 39; Ederson Xavier de Lima, 29; Odiney de Souza Ferraretto, 30 e Alexandre Gomes San Martin da Paixão, 32.

O delegado que comanda as investigações explicou que a quadrilha vinha sendo monitorada há algum tempo na região pelo Serviço de Inteligência da Polícia Militar e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Três dos presos são de Cuiabá - Josuel; Ederson e Odiney - (MT); os demais teriam bases aqui no Estado nas cidades de Corumbá; Campo Grande e Ladário.

O bando seria comandado por um presidiário - de outro estado -, conhecido a princípio apenas pelo apelido de "Blindado" e por Wagner da Silva Soares, chamado de "Vaguinho", que é de Corumbá. Giovani Preto Tomé, o "Gaúcho", seria o "coordenador da ação dos criminosos e parte pensante da quadrilha", informou o delegado Jeferson Dias. O guarda municipal de Ladário, Denilson Vilalva, foi o contato e trocou o plantão no dia da tentativa do roubo ao caixa eletrônico da Prefeitura ladarense. A participação dos demais presos foi de apoio logístico; segurança fora do local a ser roubado e a que pode ser classificada como operacional, que era a de arrombar o cofre.

Ação

O guarda municipal que estava de plantão na Prefeitura de Ladário contou ao site  que, por volta das 03 horas da madrugada, dois homens chegaram até a porta e pediram ajuda. Eles disseram que o carro deles havia "fervido" e que precisavam de uma garrafa de água. Quando o guarda voltou com a água, foi rendido pela dupla. "Eles colocaram o revólver na minha cabeça e mandaram me deitar no chão", relatou o funcionário público.

Já deitado, ele ainda foi agredido pelos bandidos e teve as mãos amarradas. "Nem era meu plantão. Um companheiro pediu para trocar comigo e eu vim para cá", explicou. O guarda que solicitou a mudança é o que está preso. "Estou na GM (Guarda Municipal) há 4 anos. Na Prefeitura, tiro serviço há uns três meses. É a primeira vez que passo por uma situação dessa. É assustador", completou o funcionário, que pediu para não ter o nome informado.

Inteligência

Já com o assalto em andamento, policiais militares à paisana chegaram na sede da Prefeitura e encontraram um dos assaltantes na porta. Ele estava com um revólver calibre 357. Os policiais dispararam dois tiros de advertência. Os três homens que estavam no local se renderam. Um deles ainda tentou fugir correndo, mas foi impedido pelos policiais. O restante do bando, foi preso durante diligências da equipe reservada e do Gaeco. Todos foram detidos em flagrante.Um veículo Montana, placas de Goiás; uma caminhonete S-10, placas de Cuiabá e uma motocicleta, placa de Corumbá, também foram apreendidos.

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