Maníaco da Cruz e policial divergem sobre disparo em cela de delegacia

Da Redação


O disparo ocorrido ontem na cela de Dionathan Celestrino de 21 anos, o Maníaco da Cruz, tem duas versões. No boletim de ocorrência, o policial civil relata que foi um tiro acidental. Segundo ele, com medo do maníaco, uma pessoa perigosa, ele decidiu retirar a arma de perto da cintura e colocar atrás do corpo por questão de segurança. Neste manuseio, o revólver disparou.

Já Dionathan afirma que a intenção do policial era atirar nele. O episódio aconteceu na 2ª delegacia de Ponta Porã, onde o maníaco está detido desde segunda-feira, quando foi localizado no Paraguai.

O policial foi preso em flagrante por disparo de arma de fogo. Por se tratar de crime cuja pena é de até quatro anos, foi arbitrada fiança. Ele pagou e responderá em liberdade. Também foi aberto procedimento administrativo para que a Corregedoria apure o caso.

Na versão do policial, a cela de isolamento, onde estava o maníaco, é pequena e o espaço limitado favoreceu o disparo quando tirou a arma do coldre. Nesta quarta-feira, o maníaco esta transferido de Ponta Porã para Campo Grande.

O governo tenta encontrar um local para o jovem, que ficou conhecido por cometer assassinatos em série, sempre deixando os corpos da vítima em formato de cruz.

Ontem, o superintendente da Assistência Socioeducativa, Hilton Vilassanti, afirmou que 23 clínicas em São Paulo e Minas Gerais já foram consultadas, mas, ainda não responderam se aceitam Dionathan. Uma ordem judicial determina a internação compulsória.

O impasse sobre a situação de Dionathan Celestrino se arrasta desde outubro de 2011, quando venceu o prazo legal de permanência na Unei – Unidade Educacional de Internação de Ponta Porã, fronteira com o Paraguai.


Com Campo Grande News

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