Coral 'Mãos que encantam' abrem sessão ordinária da Câmara

Elaine Paes


Marcando as comemorações do Dia Municipal do Surdo, a Câmara Municipal de Nova Andradina recebeu na noite desta segunda-feira (26) o coral “Mãos que encantam”. Na abertura da sessão ordinária, o coral de libras apresentou a música “Conquistando o Impossível” e os alunos Reginalva e Jessé, do Núcleo Municipal de Educação Especial, apresentaram a canção “Como é grande o meu amor por você”. Além das apresentações artísticas, intérpretes de libras traduziram na linguagem dos sinais, todas as matérias apresentadas na sessão.

Instituído em 2009, o projeto de lei que cria o Dia Municipal do Surdo,  de autoria do vereador Marião da Saúde, tem o objetivo de promover a inclusão social e exercitar a cidadania. A proposta é ampliar as ações com foco na cultura das pessoas portadoras de deficiência auditiva. “Nosso objetivo é trabalhar cada vez mais pela inclusão social, aprender com as diferenças e estimular a cidadania. A comemoração desta data em Nova Andradina, é no sentido de que a comunidade possa se comprometer com pessoas que, especiais, tem muito a nos ensinar e contribuir”, defende o autor da lei, Marião da Saúde.

Além das apresentações artísticas, o vereador Marião da Saúde destinou moção de parabenização aos deficientes auditivos, professores e intérpretes de libras de Nova Andradina, em comemoração ao Dia Municipal do Surdo, para valorizar a data dedicada a maior inclusão dos surdos na sociedade nova-andradinense. Agradecendo o reconhecimento da Câmara, a interprete Eliane Francisca Alves da Silva mencionou o compromisso do Numesp, comandado por Elizana Tolentino e agradeceu os vereadores pela moção. “É muito gratificante vocês reconhecerem nossa participação na sociedade nova-andradinense e contar sempre com o apoio de vocês”, afirmou. Já Vanessa Trovato relatou sua trajetória como mãe de aluno portador de deficiência auditiva, retratando todas as dificuldades e conquistas vivenciadas. Edilene, também professora, propôs uma reflexão, argumentando que tipo de oportunidade a sociedade propicia aos deficientes auditivos. “A deficiência é só um detalhe. Eles têm necessidade de serem felizes, amados e aceitos. O que nossa sociedade tem feito?”, questionou.

A sessão ordinária desta segunda-feira foi prestigiada por educadores, alunos e pais que integram o Núcleo Municipal de Educação Especial de Nova Andradina.

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