Operação impede guerra entre traficantes na Rocinha

Extra


Uma ação feita por policiais civis em cooperação com policiais da UPP – Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha, na manhã de sábado, impediu uma possível disputa entre traficantes na comunidade. Segundo a polícia, a Operação Paz Armada, que contou com 300 homens, evitou um 'banho de sangue', pois uma investigação feita por meio de interceptação de conversas telefônicas e acompanhamento de redes sociais constatou que traficantes da parte alta da favela tentariam tomar o poder dos pontos de venda da parte baixa, entre a noite deste sábado e madrugada de domingo.

Os policiais tinham 58 mandados de prisão a cumprir e haviam prendido 20 homens até às 17h. Os presos estão sendo encaminhados para a 15ª DP, onde o caso está sendo registrado. Eles responderão pelos crimes de tráfico de drogas, corrupção ativa, associação ao tráfico e porte ilegal de armas.

As investigações também concluíram que o traficante Nem, que foi preso na véspera da pacificação da Rocinha, continua a comandar a rede de tráfico na comunidade. A disputa de bocas de fumo que poderia ocorrer neste fim de semana envolvia seus comandados em ambos os lados, sendo uma briga interna entre gerentes do tráfico aliados de Nem.

Segundo a polícia, cerca de 90 traficantes ainda atuam na comunidade, em cem bocas de fumo. O faturamento mensal de cada uma delas é de cerca de R$ 15 mil, mas algumas chegam a render R$ 12 mil por dia. O faturamento mensal do tráfico na Rocinha seria de, pelo menos, R$ 6 milhões por mês.

O delegado adjunto Ruchester Marreiros, da 15ª DP (Gávea), explica que, desde a chegada da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), o tráfico passou acontar com muitas pessoas que não têm passagem pela polícia, os chamados 'ficha limpa', o que dificulta a identificação dos traficantes que continuam atuando na comunidade.

Ainda de acordo com o delegado adjunto, a polícia vai pedir à Justiça que Nem seja colocado em regime disciplinar diferenciado.


 

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