CG é a 5ª cidade com menor número de mortes por arma de fogo do país

Da Assessoria


O Mapa da Violência 2013, na análise das mortes por arma de fogo ocorridas em 2010, apontou que Campo Grande é a 5ª Capital do país com menor número de casos por 100 mil habitantes e a 6ª em números absolutos. Entre os Estados, Mato Grosso do Sul ocupa a 6ª e a 9ª colocação respectivamente. A atuação da PM, preventiva e repressiva, é um dos fatores para o bom resultado.

Os números são analisados pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), a partir de dados do Subsistema de Informações sobre a Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

Mato Grosso do Sul registrou, em 2010, 363 mortes por arma de fogo – incluindo acidentes, homicídios, suicídios e causas indeterminadas -, equivalentes a 0,9% dos casos ocorridos no país no mesmo período: 38.892. O número coloca o Estado em 6° lugar no país. Na análise feita a cada 100 mil habitantes, MS ocupa a 9ª colocação com 14,8%, (- 5,6% da média nacional).

As posições são ainda mais animadoras quando avaliada a evolução nos últimos 10 anos. Em números globais, foram -26,8% casos com subida de oito posições no ranking e, na proporção para 100 mil habitantes, -37,9%, rendendo 12 colocações.

Campo Grande teve sucesso ainda mais impressionante entre 2000 e 2010. A Cidade Morena que ocupou o 15° lugar com menos mortes por arma de fogo entre as capitais, em 2000 (228 casos), reduziu em 54,4% seus números e, em 2010, chegou ao 6° lugar com 104 casos. A queda é a segunda maior registrada no período, atrás apenas de São Paulo que diminuiu em 71,4%.

Os 104 casos renderam a Campo Grande, a 5ª colocação na análise a cada `100 mil habitantes. Na avaliação, o Cebela afirma que as taxas estão caindo de forma acelerada, o que é observado apenas em outras duas capitais: São Paulo e Rio de Janeiro. A Cidade Morena ocupava, em 2000, o 20° lugar com taxa de 34,4%, apenas -0,4% da média nacional. Em 2010, esse número caiu para 13,2% - menos da metade da brasileira 29,8% - e alçou Campo Grande ao 5° lugar.

No Brasil, a média, em 2010, foi de 108 mortes por arma de fogo diárias. No Mato Grosso do Sul foi menos de uma por dia e, em Campo Grande uma a cada 3,5 dias.

“É muito importante ver o resultado de nosso trabalho traduzido em números e comprovado em pesquisa séria, mas o fundamental é ver que isso reflete o que vemos na rua diariamente. A aprovação e a colaboração de cada sul-mato-grossense são provas e motivos de nosso sucesso. O Mapa traduz o que nós já sabíamos que Mato Grosso do Sul é um dos melhores, se não o melhor, Estado para se viver e, muito disso se deve à qualidade do serviço de segurança pública. Temos muito que evoluir e mais uma vez, receber mostra de que estamos no caminho certo, só nos estimula a continuar”, avaliou o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Carlos Alberto David dos Santos.

Os bons resultados refletem o trabalho feito na área de segurança pública, tanto preventivos como repressivos. A Polícia Militar é uma das principais responsáveis pela contínua melhoria da qualidade de vida e aumento da segurança da comunidade. Órgão de primeira intervenção a PM atua por meio de atividades educativas, operações preventivas, abordagens, verificação de documentos, orientações à população em geral e, em especial a comerciantes e prestadores de serviço e realiza projetos sociais para preparar futuros cidadãos e cidadãs.

O Cebela aponta os principais motivos para as mortes por arma de fogo no país. Entre eles, a cultura da violência, diretamente combatida pela PM, nas qualificações feitas com a tropa, mas especialmente, nas atividades de policiamento comunitário e projetos sociais como Bom de Bola, Bom na Escola; Proerd; Proerces; Cematran; Florestinha e Ame Trânsito que têm em seu bojo, a cultura da paz.

“A proteção do jovem, principal vítima da violência e das mortes por arma de fogo – uma em cada três vítimas tem entre 15 e 29 anos – é uma prioridade. A PM está atenta para cuidar não só no presente, mas também preparar o jovem para o futuro”, justificou o comandante-geral da PMMS.

Outro fator apontado no estudo é a facilidade no acesso às armas de fogo. Ciente dessa dura realidade, a PM foca a apreensão de armamentos. Somente, de janeiro a junho de 2013, foram apreendidas 598 armas de fogo. As ações voltadas para evitar roubos e furtos em comércios, desencadeadas neste mês de julho também contribuem para retirar de circulação mais armamentos.

Impunidade

A impunidade é apontada também como fator de influência relevante nos altos índices de mortes por arma de fogo. Mais de 94% são homicídios e a taxa de elucidação, segundo a Associação Brasileira de Criminalística, é baixíssima: 5 a 8%. As penas, consideradas brandas, em muitas situações, também contribuiriam para os 36.792 homicídios registrados no Brasil em 2010.

A PMMS tem lutado aguerridamente para mudar essa situação. Além de basear suas atividades preventivas em estatísticas e ações de inteligência, a instituição tem estreitado os canais de comunicação com a comunidade para diminuir cada vez mais o tempo de resposta aos chamados e otimizar recursos para empregar equipes mais próximas do local do crime. Ainda, com a proximidade da população e o aumento da confiança, tem criado importantes canais para o recebimento de informações como as bases comunitárias e o disque-denúncia que ajudam na prevenção e repressão imediata ao crime.

Paralelo a isso, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul encabeça campanhas para tornar hediondos crimes praticados contra a vida de agentes da lei (Reaja MS) e agravar penas e regimes de cumprimento de diversos delitos (Pelo Fim da Impunidade).

“Isso é o que o Cebela, o Ministério da Justiça e a Secretaria Nacional de Segurança Pública sugerem: criação de novas propostas e estratégias de ação para mudar o quadro da violência no país. No Mato Grosso do Sul, isso já é realidade. A PM e os outros órgão integrantes da segurança pública, estão trabalhando para que cada sul-mato-grossense tenha uma vida digna. Nossas atividades diárias estão dando frutos e, com certeza, iremos melhorar ainda mais nossa posição no ranking e a qualidade de vida em nosso Estado, nos próximos mapas”, concluiu o coronel David.


 

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram e no YouTube. Acompanhe!