Bovespa fecha abaixo de 59 mil pontos pela 1ª vez desde 2010

Reuters


A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o pregão desta segunda-feira abaixo de 59 mil pontos pela primeira vez desde maio de 2010, seguindo a aversão global a risco por preocupações com a dívida na Europa e nos Estados Unidos. O Ibovespa recuou 1,08%, a 58.837 pontos. O giro financeiro do pregão, considerando o exercício de opções sobre ações, foi de R$ 8,36 bilhões.

 

A terceira queda seguida do Ibovespa acompanhou o comportamento dos índices internacionais. O Dow Jones e o Standard & Poor's 500 perderam 0,76% e 0,81%, respectivamente, e o índice Reuters-Jefferies de commodities teve baixa de 0,72%.

 

O mercado vive a expectativa pela reunião de quinta-feira entre os principais líderes da União Europeia para discutir um segundo pacote de ajuda à Grécia. A ausência de um acordo até o momento e a possibilidade de que os bancos sofram perdas em uma reestruturação da dívida do país preocupam os investidores.

 

Além disso, nos Estados Unidos, permanece o impasse sobre o limite da dívida do governo. A Casa Branca informou que, se aprovado, o projeto republicano de corte e limitação de gastos será vetado pelo presidente Barack Obama.

 

Internamente, a perspectiva de alta de juros tira ainda mais a atratividade das ações. "O mercado acionário doméstico continua sofrendo a 'concorrência' das aplicações de renda fixa, sobretudo com a imprevisibilidade do tamanho do aperto monetário", afirmou o economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, em relatório.

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne na quarta-feira e, segundo a expectativa do mercado, deve elevar a Selic em 0,25 ponto percentual. O exercício de opções sobre ações aumentou a volatilidade sobre os papéis de maior liquidez, especialmente o preferencial de Vale, que subiu 0,37%, a R$ 46,05. A ação dominou o vencimento de opções, com os cinco maiores volumes de exercício.

 

A opção de compra da Vale a R$ 45,48 por ação movimentou R$ 456,07 milhões e teve o maior volume do exercício. Em segundo lugar ficou a opção de compra de Vale a R$ 43,48 por ação, com volume de R$ 325,86 milhões. A ação preferencial da Petrobras, por outro lado, caiu 1%, a R$ 22,76, mesmo com a notícia de aumento de 3,5% da produção em junho.

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