Luciane Buriasco Isquerdo, juíza de Direito de Cassilândia, decretou na segunda-feira, a prisão preventiva, do soldado da Polícia Militar Adriano Paulo da Silva, de 34 anos, que é acusado de ter matado o comandante da PM, daquele município, tenente Mário José Eufrásio da Silva, de 49 anos.
Para converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, a juíza afirmou que o soldado ameaçou uma testemunha logo após o crime e que poderia ameaçar outras, atrapalhando as investigações e o processo. “Pelo risco de ameaça às testemunhas, tendo havido ameaça no curso dos fatos a uma delas e tudo demonstrando por ora que o acusado não se submete a trâmites legais pela maneira que se comportou, donde se vê que pode vir a ameaçar testemunhas”, declarou a magistrada no documento.
Ainda de acordo com a juíza, o policial tem antecedente e pode ser considerado perigoso. “Ostenta, ainda, antecedentes, estando patente sua periculosidade”, relatou. O soldado “Paulão”, como é conhecido, foi transferido para o presídio de trânsito de Campo Grande e passará, também, por uma auditoria militar, já que tanto vítima como autor eram militares.
ESPOSA
Ontem a esposa de “Paulão” foi ouvida pelo delegado responsável pelas investigações, Rodrigo de Freitas. Segundo ele, mulher estava no quartel da Polícia, no momento do crime. Ela foi para lá depois de ser agredida pelo marido. Até o momento a polícia não tem o teor da discussão entre o tenente e o soldado.
O CASO
Eufrásio morreu no sábado, após ser chamado para resolver uma ocorrência na casa de Adriano. O comandante foi atingido por 3 tiros. Da arma do suspeito partiram duas balas calibre 38, que atingiram o abdome de Eufrásio.
Da cabeça, foi retirada munição calibre .40, a mesma utilizada pelos soldados Steffaner Beitiol de Freitas e José Antônio Ferreira Carapiá, que no dia do crime estavam em serviço e também foram até a casa de Paulão, depois que a esposa dele procurou o quartel da PM para denunciar violência doméstica.
Em depoimento, um dos soldados admitiu ter disparado, na tentativa de imobilizar Paulão, que atirava contra o comandante. “Eles estavam muito chocados e, inclusive, choraram durante o depoimento”, de acordo com o delegado.
Na casa foi encontrada uma munição da pistola do Polícia, mas o policial alega que não se recorda do segundo disparo que pode ter atingido a cabeça do comandante.
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