Criação de empregos em 2013 no Brasil é a pior em 10 anos

Reuters


A criação de empregos formais (com carteira assinada) em 2013 foi a pior dos últimos dez anos, com 1,1 milhão de vagas criadas. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram divulgados pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) nesta terça-feira (21).

Entre janeiro e dezembro do ano passado, houve a criação líquida de 730.687 vagas, sem ajustes, e de 1,117 milhão de postos com ajustes — pior resultado desde 2003, quando o País criou 645.433 vagas formais sob o critério sem ajuste. Com ajuste, pelo menos por enquanto, também foi o pior desempenho em dez anos.

Somente em dezembro do último ano, foram fechados 449.444 postos de trabalho com carteira assinada. De acordo com o Caged, alguns dos fatores que contribuíram para o resultado negativo foi a entressafra agrícola, o término do ano escolar e fatores climáticos.

Em relação à criação dos 1,1 milhão de postos de trabalho em 2013, o Caged aponta que a expansão ocorreu devido ao crescimento do emprego no setor de Serviços (+ 546 mil postos), Comércio (+ 301 mil postos), da Indústria de Transformação (+ 126 mil postos) e da Construção Civil (+ 107 mil postos).

Regiões

A queda de empregos foi observada em todas as cinco grandes regiões do País, sendo que o Sudeste liderou a redução no número de empregos, com menos 242 mil postos de trabalho. Em seguida aparecem as regiões Sul (- 105 mil postos), Centro-Oeste (- 51 mil postos), Nordeste (- 31 mil postos) e Norte (- 19 mil postos).

As Unidades da Federação também tiveram queda de vagas, embora vinte delas tenham mostrado menor recuo ante dezembro de 2012. Os Estados com maior diminuição de empregos foram: São Paulo (-173.821 postos), Minas Gerais (-50.702 postos), Paraná (-43.022), Santa Catarina (-34.330 postos) e Rio Grande do Sul (-27.980 postos).

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