Soldado é morta e outro PM fica ferido em tiroteio

Extra


Dois policiais militares (um homem e uma mulher) da UPP do Parque Proletário foram baleados, na tarde deste domingo (2), durante um intenso confronto entre homens armados com fuzis e os militares, próximo a Praça São Lucas. Os dois foram levados para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, mas Alda Rafael Castilho não resistiu. Marcelo Gilliard continua internado.

Um casal de moradores, que estava em um Marea branco, também foi atingido. Eles foram levados para a mesma unidade de saúde e estão, segundo a polícia, em estado grave.

A soldado foi atingida no abdômen e o homem, na perna. Alda era estudante de psicologia e foi aprovada no concurso da Polícia Militar em 2010. De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, os policiais estavam fora do contêiner utilizado como base, voltando do almoço. Já a Polícia Civil afirma que eles estavam do lado de dentro.

Na página dela no Facebook, amigos e parentes lamentam a morte da soldado. "Vai com Deus minha amiga, saudades eternas", diz um dos comentários. "Não estou acreditando nisso. Você estava cheia de planos. Meu Deus console os nossos corações porque a revolta é muito grande", escreve outro colega.

De acordo com o delegado André Leiras, da Divisão de Homicídios, que fez a perícia na base da UPP, os agentes irão requisitar imagens de duas câmeras de segurança da região. Um dos equipamentos pertence a Secretaria de Segurança e fica em frente ao contâiner. O outro é de um estabelecimento comercial próximo.

“A perícia no local nos diz que eles estavam dentro do contêiner, pois encontramos tecido compatível principalmente com a policial feminina, lá dentro, e não do lado de fora. Vamos analisar as imagens das câmeras para confirmar os dados”, explicou André.

Ainda segundo o delegado, há a informação de que criminosos passaram pelo local atirando, dentro de um carro branco. Um PM que não quis se identificar contou que outros dois carros davam cobertura ao veículo. No momento do ataque, cinco militares (duas mulheres e três homens) trabalhavam ali.

Ainda segundo moradores, homens do Batalhão de Choque (BPChoque) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) estão no local reforçando o policiamento.

Segundo a polícia, carros e motos que entram e saem da favela estão sendo revistados. O comandante da UPP do Parque Proletário acompanha a operação.

Um morador flagrou o momento em que policiais militares da unidade, por volta de 15h30, chegam a uma localidade conhecida como Praça São Lucas para socorrer os colegas. Eles estacionam a viatura e atiram para o alto. Logo depois, colocam os dois PMs feridos no banco de trás do carro e saem correndo.

Segundo PMs de outras unidades que foram chamados para dar apoio na ação, criminosos jogaram uma granada de fabricação caseira em cima da guarnição. O artefato é feito com pregos e enrolados por uma fita adesiva vermelha.

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