Escoamento de Safra de MS será monitorado por portos

Flávio Cardoso de Brito


A região Centro – Oeste tem se destacado como uma das maiores produtoras de grãos do país. No ano de 2013 a região bateu recorde na produção de soja e milho, os produtores aproveitaram a sazonalidade climática que os Estados Unidos estavam passando, para poder suprir o mercado externo. O Brasil ganhou o mercado exterior, podendo exportar toneladas de grãos, mas a super safra brasileira congestionou as rodovias, ferrovias e portos. O agronegócio se desenvolveu em tecnologia de produção, porém o quadro logístico não acompanhou este desenvolvimento.

O governo se deparou com um caos logístico, onde adotou medidas emergenciais para o escoamento da safra brasileira. Como alternativa o governo vem privatizando e terceirizando as rodovias, ferrovias e portos. Estudos vêm sendo realizados para garantir melhores estratégias de escoação, o governo também tem subsidiado a construção de armazéns.

O calor e o clima seco têm antecipado a colheita da soja em Mato Grosso do Sul, o que já preocupa os produtores. Boa parte da safra do estado é escoada através dos portos de: Paranaguá e Santos. Em 2013 os motoristas chegaram a ficar até 20 dias nos pátios, porque não conseguiam descarregar e para chegarem até aos portos enfrentavam um longo congestionamento.

Para 2014 os portos anunciaram uma medida para tentar diminuir as filas nas rodovias, que seria o agendamento prévio das cargas, onde o caminhão será monitorado desde o município de origem e só poderá entrar no pátio para descarregar na data e hora marcada. Caso aja descumprimento destas normas, será aplicada multa ao condutor particular ou a empresa transportadora, as multas poderão variar de 1 mil, 2 mil, 10 mil e 20 mil por veiculo.

Alguns produtores discordam da medida adotada alegando que a frota de caminhões não irá acompanhar a produção e escoação, pois muitos ainda não conseguem armazenar seu produto na propriedade e os subsídios para a construção de armazéns privados é dificultoso, segundo os produtores locais.

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