Assessor de Aécio Neves é réu em mensalão mineiro

Da Redação


O senador Aécio Neves, pré-candidato à Presidência pelo PSDB, tem como um de seus assessores de confiança um dos principais personagens do mensalão tucano.

Segundo reportagem da "Folha de S. Paulo", o réu do processo, Eduardo Guedes, que é jornalista e publicitário, atua nos bastidores e na etapa inicial da campanha de Aécio, sendo um de seus conselheiros mais próximos.

Guedes é um antigo colaborador em campanhas eleitorais do PSDB em Minas, além de ser sócio da Pensar Comunicação Planejada, empresa contratada para prestar serviços de comunicação para o partido, que é comandado por Aécio.

A Procuradoria Geral da República afirma que Guedes determinou à Copasa, a Coming e ao Bemge, órgãos estaduais, que dessem R$ 3,5 milhões (o equivalente a R$ 9 milhões nos valores de hoje) para a SMP&B para patrocínio de evento esportivo.

Na ocasião, Guedes era secretário-adjunto de Comunicação do governo mineiro, e o valor, de acordo com a peça elaborada pela Procuradoria, foi desviado pelo suposto esquema.

Com esse dinheiro, por sua vez, Marcos Valério, empresário da SMP&B, forjou empréstimos fraudulentos para justificar seu uso durante a campanha pela reeleição de Azeredo, em 1998. A procuradoria, aliás, pede a condenação do ex-governador de Minas e atual deputado Marcos Azeredo (PSDB) a 22 anos de prisão.

Ainda segundo as investigações, anos depois, Marcos Valério usou um esquema semelhante no mensalão do PT, pelo qual foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

De acordo com a reportagem da Folha, os ofícios assinados por Guedes determinando o repasse do dinheiro comprovariam o crime. Acusado de desvio de dinheiro público e lavagem de dinheiro, seu processo tramita na primeira instância da Justiça mineira.

O jornalista teria a confiança do presidente do PSDB assim como a de sua irmã, Andrea Neves, responsável pela imagem do político. Guedes, aliás, já foi casado com Heloísa Neves, auxiliar de Andrea.

Em 2005, quando o escândalo estourou, Eduardo Guedes era subsecretário de Comunicação do governo de Aécio. Ele foi exonerado, mas logo voltou a trabalhar com o político.

O senador, por meio de sua assessoria, disse à Folha que "não há nenhuma decisão judicial contra o citado jornalista", bem como Aécio "não tem marqueteiro contratado".

Eduardo Guedes, por sua vez, ressaltou que "tem a consciência tranquila de quem não cometeu irregularidade" e que, por isso, "não tem constrangimento" ao assessorar Aécio Neves. Ele ainda classificou as acusação da Promotoria como "descabidas e injustas".

Bol, com informações da Folha de S.Paulo

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