Professor da UFMS morreu asfixiado, diz laudo

Da Redação


Professor dava aula na UFMS em Nova Andradina - Foto: Jornal da Nova

O professor Ezio Luis da Rocha Bittencourt de 46 anos, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), campus de Nova Andradina que foi encontrado morto na manhã desta última terça-feira (25), pela empregada em sua residência localizada na rua Sete de Setembro, na região central da cidade, teria morrido asfixiado, segundo informações do Dr. Luis Augusto Milani, delegado adjunto da 1ª Delegacia de Nova Andradina, que preside o caso.

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Objetos que foram apreendidos para análise - Foto: Jornal da Nova

Segundo o delegado, no quarto da residência, onde o corpo do professor foi encontrado, havia vestígios de cocaína, camisinhas usadas com sêmen, comprimidos entre outras latas de bebidas alcoólicas, que foram apreendidas pela perícia.

O laudo emitido do IML (Instituto Médico Legal) teria sido morte por asfixia, sem sinais de violência no corpo, que de acordo com o delegado, pode ser asfixia mecânica ou por excesso do uso de cocaína, provocando uma overdose, materiais foram coletados e foram encaminhados para análise em Campo Grande, para saber a real causa da morte.

Na residência, foram encontradas mais de uma impressão digital, que esta sendo analisada, uma pessoa do sexo masculino também já foi ouvida pelo delegado, que teria passado pela residência do professor.

Um tubo, um cartão e um prato que foi utilizado para manusear a cocaína - Foto: Jornal da Nova

Outras pessoas serão intimadas para prestar esclarecimentos. A polícia aponta que o professor tenha morrido entre a noite de sábado (22) e a madrugada de domingo (23), o corpo só não estava mais em estado avançado, devido o ar condicionado do quarto estar ligado até a chegada da polícia na terça-feira.

Para o Jornal da Nova, o delegado disse que alguns pertences do professor foram subtraídos, como uma réplica de uma garrucha, um porta joias e uma bolsa. A residência não estava revirada, o que descarta ser roubo. A empregada encontrou o portão e uma porta de acesso à residência aberta, o que chamou a atenção dela, pois a mesma disse que a casa sempre era bem trancada, ao entrar, acabou encontrado o professor morto, de imediato avisou as autoridades.

A polícia também analisa o aparelho celular de Ezio, onde há mensagens de “encontros”, ou seja, uma pessoa marcando encontro na residência dele.

Ezio Luis da Rocha Bittencourt
O professor Ezio lecionava na Universidade Federal no campus de Nova Andradina e foi admitido em 17 de outubro de 2007, ele graduou-se em História pela Furg (Universidade Federal do Rio Grande), e fez mestrado na PUC/RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) e doutorado pela Universidade de Genebra.

Além de professor, ele era escritor, escreveu “Da rua ao teatro”, lançado pela Editora da Furg, em duas edições. A última, em 2007, foi durante a 11ª Festa do Mar. O livro trata do movimento artístico cultural da cidade de Rio Grande, com ênfase principal nas décadas de 1920 e 1930, mas abrangendo todo o desenrolar das artes nos séculos 19 e 20.

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