PF detém 24 em operação contra lavagem de dinheiro


A operação desencadeada pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (17) apreendeu R$ 5 milhões em dinheiro, 25 carros, avaliados em mais de R$ 100 mil, e bloqueou três hotéis. Intitulada de “Lava-Jato”, a ação prendeu 24 suspeitos de envolvimento no crime de lavagem de dinheiro. O número de presos pode aumentar já que não há previsão de quando a operação deve ser encerrada. Todos os presos serão encaminhados para a sede da PF, em Curitiba.

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A operação ocorre em 16 cidades do Paraná, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Por enquanto, foram cumpridos 81 mandados de busca e apreensão, 24 de prisões preventivas e temporárias e 15 de condução coercitiva, quando o suspeito é levado até a delegacia para prestar depoimento. Conforme a PF, os recursos investigados passam de R$ 10 bilhões.

"A movimentação dos R$ 10 bilhões se dava, basicamente, por empresas de fachada. Entre elas, postos de gasolina e lavanderias", explicou o delegado Igor Romário de Paula. Ainda de acordo com o delegado, o grupo atuava no Brasil e no exterior por meio de transações de importação e exportação. Essa operação, em grande parte, eram fraudulentas.

“A operação ainda não terminou. Nosso objetivo principal foi estancar quatro grandes organizações criminosas que movimentavam tanto dinheiro”, disse o delegado. Segundo ele, quatro doleiros, que foram presos, são considerados “os cabeças” da suposta quadrilha – um do Paraná, dois de São Paulo e um de Brasília.

As investigações
Conforme a PF, as investigações eram realizadas desde 2013, e o montante bilionário foi arrecadado em três anos. O suspeito de chefiar a quadrilha foi preso no Distrito Federal. O doleiro Alberto Youssef, que mora em Londrina, no norte do Paraná, foi preso em São Luiz, no Maranhão, e também é suspeito de comandar a quadrilha.

A quadrilha envolve personagens do mercado clandestino de câmbio no Brasil e é responsável pela movimentação financeira e lavagem de ativos de diversas pessoas físicas e jurídicas envolvidas com vários crimes, segundo a PF.

A quadrilha, conforme a policia, cometia também os crimes de tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração, contrabando de pedras preciosas e desvios de recursos públicos.

A operação foi batizada de "Lava-jato" e contou com a participação de 400 policiais. O nome foi sugerido pela PF porque um dos grupos fazia uso de uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar os valores oriundos de práticas criminosas.

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