Nova Andradina já está entre as cidades que mais geram empregos no Centro Oeste

“O município ficou na 22ª posição, com a criação de 479 empregos com carteira assinada, no acumulado de janeiro e fevereiro de 2014”.

José Antônio de Andrade


Após divulgação do balanço do emprego de fevereiro, Nova Andradina está entre 22 municípios do Centro Oeste que mais criaram postos de trabalho, no início de 2014, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do MT (Ministério do Trabalho), divulgados nesta segunda (17). Em lista de 466 municípios, Nova Andradina ficou na 22ª posição, com a criação de 479 empregos com carteira assinada, no acumulado de janeiro e fevereiro de 2014.

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No ranking de janeiro deste ano, Nova Andradina chegou a ficar na 62ª posição no país, após registrar a criação de 387 postos de trabalho. Resultado que coroou o município, polo no Vale do Ivinhema, na primeira colocação, na geração de empregos no Estado.

O que mais chama atenção, é que Nova Andradina possuiu uma população de 49.124 mil habitantes, e mesmo assim, ficou a frente de Campo Grande (832.352 - mil habitantes), Dourados (207.498 – mil habitantes) e outros com mais de 100 mil, como Três Lagoas e Corumbá.

No entanto, em relação a janeiro, houve recuo nas contratações do mês passado, com saldo de 92 postos criados. Os dados são o resultado de 545 admissões, menos 453 demissões no período. Com o resultado, Campo Grande retomou a ponta, gerando 1346 postos em fevereiro e 1497 postos, no acumulado do período, seguido por Três Lagoas, 808 postos e 1033, respectivamente.

Apesar do desempenho melhor em fevereiro, Dourados (+622 postos), Maracaju (+144 postos) e Naviraí (+96 postos), no acumulado dos dois primeiros meses deste ano, Nova Andradina continua a frente destes, ficando na 3ª posição, atrás apenas de Campo Grande e Três Lagoas.

Mais empregos
A tendência de crescimento deverá continuar no decorrer do ano, com a forte expansão do setor sucroalcooleiro, comercio, construção civil e serviços. Essas demandas serão refletidas em outros setores da economia, como a formalização de pequenos empreendedores, que atuam no comércio informal.

Também existe a expectativa de novos empreendimentos na cidade, e no campo, que poderão ter facilitação, com a medida de desburocratização para facilitar a abertura de novas empresas, proposta pelo governo federal, consignado com maior oferta de créditos por bancos públicos, além de investimentos e benefícios fiscais oferecidos às empresas, pelo governo municipal.

Isso poderá se concretizar, caso não haja imprevistos negativos, como o fechamento de grandes empresas, como em 2009, quando centenas de trabalhadores, ficaram desempregados, após o encerramento das atividades do extinto Independência Alimentos ou fatores climáticos desfavoráveis.

Saldo de Janeiro em Nova Andradina
No primeiro relatório anual do Caged, com base no estoque de empregos de janeiro deste ano, o município liderou na geração de empregos, com total de 387 postos, que posteriormente foi ajustado para 390 postos. Os números representaram 38% de toda a massa de empregos criados em Mato Grosso do Sul, naquele período, que foi de 1016 postos criados. Bem a frente de Campo Grande, Dourados, com saldo negativo, Três Lagoas, Corumbá, e Naviraí.

Saldo acumulado do ano, nos municípios da região
No vale do Ivinhema, o município de Nova Andradina lidera com folga na criação de empregos, com (+479 postos). Em seguida, Angélica (+90 postos), Batayporã (+78 postos), Ivinhema (+ 55 postos). Os destaques negativos ficaram por conta do município de Anaurilândia (-105 postos), Bataguassu (-106 postos) e Taquarussu (-10 postos). Nesses três municípios, foi verificado recessão na criação de postos de trabalho, nos dois primeiros meses do ano. Fator que preocupa o desenvolvimento local dos referidos municípios para o resto do ano.

Em Mato Grosso do Sul
Segundo os dados do Caged, em fevereiro de 2014 foram gerados 4.362 empregos no estado, segundo maior saldo para o mês, equivalentes a um acréscimo de 0,86% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. Os setores de atividade econômica que mais contribuíram para este resultado foram os Serviços (+1.691 postos) e a Construção Civil (+984 postos).

Na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, nos dois primeiros meses do corrente ano houve acréscimo de 5.678 postos (+1,12%). Ainda na série com ajustes, nos últimos 12 meses verificou-se um crescimento de +3,80% no nível de emprego ou +18.838 postos de trabalho.


No Brasil
O mercado formal de trabalho brasileiro gerou 260.823 empregos formais, correspondendo a um crescimento de 0,64% em relação ao estoque de empregos de janeiro. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (17), em Florianópolis, pelo ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias. Para ele o modelo de desenvolvimento passa pela geração de empregos: "O resultado é reflexo da política econômica do país e tenho certeza que vamos continuar crescendo e melhorando a qualidade dos empregos gerados", afirmou.

O resultado é o segundo melhor saldo para o mês na série histórica do Caged, sendo inferior apenas ao registrado em fevereiro de 2011, quando o mercado formal registrou a geração de 280.799 postos – ano em que ocorreu a segunda melhor geração de empregos formais no país, um total de 2.026.571 postos de trabalho. Esse comportamento, de acordo com o ministro, mostra uma reação do mercado de trabalho. “Alcançamos o sétimo mês consecutivo de desempenho superior, quando comparado ao mesmo período do ano anterior”, ressaltou.

O saldo de fevereiro foi oriundo de 1.989.181 admissões e de 1.728.358 desligamentos, ambos os maiores resultados para o período. A criação de vagas veio acima do esperado pelo mercado e foi também bem superior à de janeiro, quando haviam sido criados 29.595 postos com carteira assinada, sem ajuste.

Nos últimos 12 meses, foram criados 1.157.709 postos de trabalho, equivalentes à expansão de 2,91% no contingente de empregados celetistas do país. Somente no período de janeiro de 2011 a fevereiro de 2014, o País gerou 4.792.529 postos de trabalho, um crescimento de 10,88% sobre o estoque de dezembro de 2010.

Por região
No recorte geográfico verificou-se expansão do nível de emprego nas cinco grandes regiões, com saldos recordes no Sul do país, onde ocorreu a geração de 79.990 postos, uma expansão de 1,08%, saldo proveniente da expansão recorde do emprego nos três estados – Santa Catarina, que foi destaque em janeiro, gerou 27.891 postos em fevereiro, uma expansão de 1,40%; o Rio Grande do Sul gerou 26.487 postos (1,00%); e o Paraná 25.612 postos (0,94%) – e o Nordeste que gerou 17.565 postos, uma expansão de 0,27%, resultado oriundo do aumento do emprego em sete estados.

Nas demais regiões, o Sudeste gerou 130.628 postos, terceiro maior saldo, resultante do aumento generalizado do emprego em todas as UFs, com recorde no Rio de Janeiro (+ 25.820 postos) e Espírito Santo (+4.166 postos). O Centro-Oeste gerou 29.515 postos e Norte 3.125 postos, com expansão em cinco estados.

A economia brasileira mostra os primeiros sinais de que atividade neste início de 2014 está em ritmo positivo, com produção industrial e varejo em alta. Mesmo com a volatilidade, o mercado de trabalho continua sendo uma das âncoras do governo da presidente Dilma Rousseff, que tentará a reeleição este ano.

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