Estudantes do IFMS Nova Andradina participam de feira brasileira de ciências

Da Assessoria


Alunos e professores do Câmpus Nova Andradina do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) participam, em São Paulo, da 12ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace). O evento vai até sexta-feira (21). Dos 14 trabalhos apresentados pela instituição, três pertencem a Nova Andradina, todos dedicados a aproveitar recursos tecnológicos de maneira sustentável.

Os estudos começaram a ser desenvolvidos quando o IFMS participou da campanha de coleta de lixo eletrônico de Nova Andradina, desenvolvida há três anos em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Integrado.

Os projetos, trabalhos de conclusão do curso técnico em Informática, buscam debater o impacto das tecnologias no meio ambiente, propor novas formas de reutilização de objetos descartados e evitar o desperdício de recursos energéticos e naturais.

Sustentabilidade

O projeto “TI Verde” apresenta o conceito “Tecnologia da Informação Verde”, uma tendência voltada ao estudo de tecnologias que não prejudiquem o meio ambiente e facilitem a reciclagem de resíduos sólidos (computadores, aparelhos eletrônicos em geral e celulares).

Além de levantamento bibliográfico sobre o tema, a pesquisa se baseia em entrevistas com acadêmicos dos cursos de tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas do IFMS de Nova Andradina, e da licenciatura em Ciências da Computação, ofertada pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) no município.

“Constatamos que muitos estudantes desconhecem essa tendência, mesmo estando em um curso da área. O tema não aparece na ementa dos cursos, o que reforça a necessidade de divulgar as contribuições trazidas pela TI Verde”, explica a estudante Nathália Silveira, autora do trabalho.

Reciclagem e prevenção

Os outros dois projetos se concentram na reutilização de lixo eletrônico e na proposição de formas para evitar o desperdício de água e energia. O “E-music” é um teclado musical produzido a partir de aparelhos celulares, placas mãe e gabinetes de computadores que não eram mais utilizados.

O “Eco House” é um sistema residencial que utiliza em diferentes cômodos da casa sensores conectados a um computador. Os aparelhos identificam mudanças nos padrões de temperatura e luminosidade, corrigindo alterações e auxiliando na economia de energia e água.

Os dois trabalhos foram orientados pelo professor Rodrigo Duran. “Os três projetos se complementam trazendo o conceito de tecnologia sustentável, possíveis usos para os eletrônicos que não servem mais e contribuições da informática para evitar o desperdício”, comenta o docente.

Duran chama a atenção para o fato de a discussão ser recente no Brasil. “Nossa política nacional de resíduos sólidos foi criada apenas em 2010. Apesar disso, devido ao alto número de lixo produzido atualmente, se faz necessário debater com urgência formas de conscientização e reutilização desse material”, alerta.

Realidade

Um relatório divulgado em dezembro do ano passado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em parceria com empresas, governos e organizações não governamentais do mundo todo, aponta que o Brasil foi o país latino-americano que mais produziu lixo eletrônico em 2012.

Naquele ano, o país descartou 1,4 toneladas de aparelhos eletrônicos, média de sete quilos por habitante. “Até pouco tempo atrás, a discussão sobre a destinação do lixo eletrônico estava restrita à área da informática. Hoje é uma questão que interessa a toda a sociedade”, destaca Duran.

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram e no YouTube. Acompanhe!