Bope ocupa comunidade no Rio de Janeiro em busca de criminosos

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O Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar realiza, desde a madrugada deste sábado, uma operação em comunidades no Complexo de Favelas da Maré, na zona norte do Rio, em busca de criminosos, armas e drogas. Ainda não há um balanço da ação, que continua na manhã deste sábado.

As operações policiais ocorrem também em outros pontos da zona norte. No Morro do Juramento, policiais militares do 41º Batalhão (Irajá) fazem buscas e, no Juramentinho, há uma operação da Polícia Civil. No morro do Chapadão, o Batalhão de Choque da PM faz uma operação de busca.

As operações ocorrem em um contexto de policiamento reforçado nas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras), que sofreram ataques na noite da última quinta, quando cinco unidades foram alvo de criminosos, que aproveitaram para fazer o ataque durante um tumulto em uma operação para retirar moradores de um prédio abandonado no Complexo de Manguinhos. Contêineres foram incendiados da UPP do local, na zona norte; a comunidade chegou a ficar sem energia elétrica. Na mesma região, houve ataques às UPPs do Arará e Mandela. Além da unidade do Complexo do Alemão, e a de Camarista Méier, no complexo de Lins.

Dois policiais ficaram feridos nos ataques. O comandante da UPP de Manguinhos, capitão Gabriel Toledo, foi baleado na perna durante um tiroteio com traficantes. Outro PM foi ferido por uma pedrada. Diante da violência registrada em diversos pontos da cidade, todas as UPPs da cidade entraram em estado de alerta.

Ajuda
Tropas federais atuarão no Rio de Janeiro no combate à violência no estado. O reforço foi estabelecido em reunião entre a presidente Dilma Rousseff e o governador Sérgio Cabral, em Brasília, que terminou agora há pouco.

Ainda não foi definida qual corporação irá agir, se o Exército, a Polícia Federal ou a Força Nacional de Segurança.

Conforme Sérgio Cabral, o apoio é necessário porque o crime organizado está tentando desestabilizar as polícias devido aos avanços nos últimos anos com as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora).

Crise
O Rio enfrenta a crise mais grave desde o início do processo de pacificação, em 2008. Quatro policiais de UPPs foram mortos nos últimos dois meses. A vítima mais recente foi o subcomandante da unidade da Vila Cruzeiro, Leidson Acácio Alves, baleado na testa durante um tiroteio no último dia 11.

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