MP denuncia 28 PMs suspeitos de favorecer Cachoeira

Da Redação


O MPE/GO (Ministério Público do Estado) de Goiás ofereceu denúncia nesta quinta-feira (3) contra 28 policiais militares suspeitos de atuar em favor do grupo criminoso comandado pelo contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Segundo o documento, os oficiais recebiam pagamento em dinheiro e outros benefícios para fazer vista grossa e até boicotar a apuração do esquema de exploração de jogos ilegais e corrupção, descoberto na Operação Monte Carlo, deflagrada em fevereiro de 2012.

Os policiais foram denunciados pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e violação de sigilo funcional. De acordo com o Ministério Público, o grupo policial era o "braço armado da organização criminosa". O caso será analisado pelo Tribunal de Justiça Militar.

Conforme a investigação, com a contratação de PMs que deveriam investigar os crimes, o grupo criminoso poderia agir com mais tranquilidade. Além de não reprimir os delitos, os suspeitos ainda faziam a segurança dos locais onde os jogos ilegais ocorriam. Os militares também forneciam, conforme o MP, informações sigilosas sobre ações da corporação para membros da quadrilha.

Segundo a investigação, policiais civis e federais também prestavam serviços ao esquema. Porém, eles não foram denunciados neste caso, pois o processo deles corre na Justiça Federal.

O “G1” entrou em contato com o coronel Divino Alves, porta-voz da PM em Goiás, por meio de celular, mas ele não retornou as ligações até a publicação desta reportagem.


Monte Carlo
Carlinhos Cachoeira é acusado de chefiar um esquema de exploração de jogos ilegais e corrupção em Goiás e no Distrito Federal. Ele foi preso em 29 de fevereiro de 2012, quando a Operação Monte Carlo foi deflagrada pela Polícia Federal e pelo MPF (Ministério Público Federal). Todos os envolvidos na organização recorreram da sentença e aguardam em liberdade.

Cachoeira foi condenado a 39 anos e 8 meses de prisão, no processo oriundo da Operação Monte Carlo, pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha.

O nome de Cachoeira aparece envolvido em duas operações da Polícia Federal: a Monte Carlo e a Saint Michel. A Saint Michel é um desdobramento da Operação Monte Carlo, que apurou o envolvimento de agentes públicos e empresários em uma quadrilha que explorava o jogo ilegal e tráfico de influência em Goiás.

O bicheiro obteve liberdade em 11 de dezembro de 2012, dias depois de ser preso em razão de sua condenação. Antes, ele havia ficado preso no presídio da Papuda, em Brasília, por nove meses.


Com informações G1

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