Alunos, professores e populares são vítimas constantes de roubos em Nova Andradina

Da Redação


Em uma semana, mais de 10 roubos foram registrados na Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina, a maioria dos roubos são de aparelhos celulares, de alunos e adolescentes que saíram das escolas rumo as suas residências.


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Medo e insegurança. É o que os estudantes de várias escolas e faculdades estão sentido na pele. “Não dá mais para sair da escola sozinha, temos que andar em grupos, pois existem vários indivíduos que rondam a escola na hora da saída, com bicicletas ou a pé em três ou quatro pessoas”, comenta uma aluna da escola Nair Palácio de Souza.

Outra aluna que estuda na escola Luiz Soares de Andrade [Centro Educacional], comenta que todos os dias, em qualquer período é possível ver pessoas que não são alunos rodeando a escola, principalmente na Praça José Carreira Mendes [Praça do Centro Educacional], onde fazem uso de entorpecentes e encaram alunos querendo achar motivos para partirem para a briga. “É complicado passar pelas ruas da Praça, às vezes tenho que andar duas quadras para desviar do fluxo dos marginais”, reclama uma aluna que frequenta a escola de manhã e no período da tarde leva sua irmã para estudar.

Para um professor que leciona em uma escola do município, ele vê sete unidades educacionais com grande aglomeração de pessoas em frente às escolas que não são alunos; as estaduais Nair Palácio de Souza, Fátima Gaiotto, Luiz Soares de Andrade, Austrílio Capilé e Irman Ribeiro; as municipais Efantina de Quadros e Professor João de Lima Paes.

Para ele, nos portões e proximidades destas escolas, além dos roubos que estão sendo praticados, existe um grande comércio de drogas que geram muita das vezes, brigas entre alunos e pessoas que foram ex-alunos que vão às portas dessas escolas arrumarem confusões.

“Não existe horário e nem dia, eles estão lá com horários marcados [entrada, recreio e saída]. O que precisamos é de uma segurança escolar. Antes, havia uma viatura escolar que passava em nossas escolas e o índice de criminalidade havia baixado, agora com apenas um policial, fica difícil ele exercer os trabalhos”, disse o professor ressaltando, que além do trabalho de policiamento escolar, os policiais realizavam palestras e atividades com os alunos, sobre segurança na escola.

Durante o dia da última sexta-feira (4), houve três roubos de celulares em que as vítimas foram abordadas nas proximidades das escolas em quais estudam e todas perderam seus aparelhos celulares.

O primeiro caso aconteceu por volta das 11h50, quando duas adolescentes de 16 anos, estavam retornando para suas residências e foram abordadas na região da Cassems, por um indivíduo que estava em uma bicicleta e com a mão por debaixo da camisa, anunciou o roubo ameaçando as vítimas. Sem reagir, as meninas entregaram os aparelhos celulares.

O segundo caso foi por volta das 12h10, nas proximidades da escola Austrílio Capilé, onde um indivíduo também de bicicleta, ameaçando a vítima de 14 anos, tomou o aparelho celular e fugiu tomando rumo ignorado.

Já o terceiro caso, um aluno de 13 anos e sua colega, ambos da escola Austrílio Capilé, seguiam para suas residências quando foram abordados por dois indivíduos de bicicleta, ameaçando e dizendo: “passem os celulares, me mandaram vir roubar vocês, passem os celulares, senão entregarem, vocês irão apanhar e se forem a polícia, eu vou quebrar vocês dois”. Diante das ameaças, os adolescentes entregaram os aparelhos aos indivíduos.

Todos os três casos foram registrados na Delegacia de Polícia, sendo que este último, os assaltantes seriam da própria escola em que o aluno estuda.

Na última quinta-feira (3), houve 2 roubos de celulares, um no Centro Educacional e outro assim que uma aluna saiu da escola na região da Vila Beatriz.

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