Bombeiros ainda veem problemas na Arena Corinthians

Da Redação


O Corpo de Bombeiros de São Paulo concluiu nesta semana a avaliação de um novo projeto de segurança e prevenção contra incêndios apresentado pela construtora Odebrecht para a Arena Corinthians. De acordo com a assessoria da corporação, foram solicitadas novas mudanças para adequar o projeto à legislação estadual.

Ao “G1”, a Odebrecht respondeu que "as novas reformulações já foram providenciadas".

No dia 1º de abril, o “G1” divulgou com exclusividade a avaliação do Corpo de Bombeiros de que a Arena Corinthians não estava segura para receber o público. Os bombeiros disseram que o projeto técnico ainda não havia sido entregue oficialmente e o local não possuía, por isso, o "auto de vistoria", necessário para a expedição do "habite-se" pela Prefeitura.

Na segunda-feira (7), os bombeiros informaram ao “G1” que começaram a avaliar os documentos entregues pela Odebrechet na sexta-feira (4). Corporação e empresa se reuniram na quarta-feira (9), quando os bombeiros apresentaram pedidos de correções. Nesta sexta-feira (11), a empresa protocolou anexos com as correções da última versão do documento.

De acordo com o major Sidnei Turato, a principal pendência apresentada na reunião estava no sistema de controle de extração de fumaça do estádio. Ele precisava passar por mudanças.

Outras correções pontuais também foram solicitadas. Entretanto, a maior preocupação atual da corporação é com a readequação do controle de fumaça, diz o órgão. Não foi divulgado pelos bombeiros o número total ou mais detalhes das pendências.

O atual projeto trata especificamente do estádio como ele foi projetado para funcionar após o Mundial. Um novo estudo, dedicado somente às instalações temporárias exigidas pela Fifa para a abertura da Copa do Mundo (arquibancadas, tendas e espaço de imprensa, por exemplo), ainda terá que ser apresentado pelo clube, de acordo com major Turato.

Saída do estádio: 8 minutos
Segundo o major, o novo estudo prevê que todos os torcedores conseguirão sair do estádio em até oito minutos. Antes, estudo de empresa contratada pelo clube previa o tempo máximo de 11 minutos em alguns pontos da arena.

O projeto técnico da arena está em avaliação desde 2012, segundo o major dos bombeiros Sidnei Turato, que acompanha a avaliação da segurança da arena. Em agosto daquele ano, os bombeiros localizaram 50 irregularidades. A Odebrecht reformulou o projeto, que foi reanalisado pelos bombeiros.

Desde abril de 2013, o clube ainda tinha 26 irregularidades apontadas no projeto para responder, ainda não havia informado a lotação exata e nem como as pessoas poderiam sair em caso de emergência, informou o oficial. Dentre os itens que mais preocupavam estavam as saídas de emergência e o controle de fumaça. Os bombeiros pediram ainda que as escadas externas fossem "protegidas" (cobertas) e que fossem colocados detectores de incêndio, portas corta-fogo e barras antipânico.

As saídas de emergência do projeto inicial não atendiam o decreto estadual 56.819 de 2011, que regulamenta o projeto sobre prevenção de incêndios, segundo o major Turato. Conforme a norma, toda pessoa que estiver dentro do estádio tem que conseguir chegar do lado de fora ou em um lugar seguro em, no máximo, oito minutos.

Em relação ao projeto entregue, a Odebrecht havia divulgado que já compõe as correções anteriores pedidas pelos bombeiros e que "o estudo atual, revisado, garante a evacuação do público em no máximo 8 minutos". "Todas as medidas solicitadas pelos bombeiros estão sendo atendidas", afirmou a construtora.

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