Governo admite não conseguir impedir ações do líder do PCC na cadeia

Documento obtido com exclusividade pela Band afirma que líder do PCC representa alto risco para a ordem e segurança de Presidente Venceslau

Jornal da Band


Um documento obtido com exclusividade pela "Band" e assinado pelos secretários de Segurança Pública e de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo afirmou que Marcos Camacho, o Marcola, principal líder do PCC, e Cláudio Barbara da Silva apresentam alto risco para a ordem e segurança da Penitenciária de Presidente Venceslau (SP). Camacho retornará ao presídio depois de ganho em liminar feita por advogados da facção criminosa.

Com liminar no Tribunal de Justiça do Estado, advogados do PCC conseguiram a transferência de Marcola de volta ao presídio de Presidente Venceslau (SP), depois de ficar menos de um mês em regime total de isolamento em Presidente Bernardes (SP), o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado). O isolamento foi determinado depois que a polícia descobriu um plano de criminosos para ajudar na fuga do líder da facção de Presidente Venceslau (SP), que envolvia até o uso de um helicóptero.

Em outro ponto do documento, endereçado ao juiz de execução criminal, os secretários dizem que a penitenciária não representou obstáculo, nem foi suficiente para evitar que os criminosos agissem.

O que está no ofício pode ser constatado nas investigações do Ministério Público e da polícia, que a todo momento flagram conversas telefônicas dentro da penitenciária de Presidente Venceslau (SP). Em uma delas, um membro da cúpula da facção criminosa conversa com um advogado que está do lado de fora. Eles pedem para transmitir um recado para alguém que estaria ameaçando familiares de integrantes do PCC.

A facção conta com uma ampla estrutura de advogado. Além de carros à disposição, eles recebem entre R$ 5 mil e R$ 10 mil reais mensais para defender os integrantes do grupo.

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