Apesar de bloqueadores, presos continuam usando os celulares

Da Redação


Apesar dos bloqueadores de celulares instalados no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande estarem em suposta fase de experiência há quase três meses, a comunicação entre presidiários e o meio externo continua ocorrendo sem qualquer restrição. A informação é de um advogado criminalista que trabalha para 15 presidiários, recolhidos pelos mais variados crimes, no Instituto Penal, Centro de Triagem, Presídio de Trânsito e Segurança Máxima, unidades que integram o complexo penitenciário da Capital. Em reportagem deste sábado (19) no jornal “Correio do Estado”, ele revela receber telefonemas de clientes, interessados no andamento de processos, a todo instante.

Os bloqueadores teriam como finalidade impedir que crimes como roubos e assassinatos continuem sendo comandados de dentro das celas. Mas sem apresentar convincente justificativa quanto à eficiência ou não dos equipamentos, a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) não dá previsão sobre quando o sistema será definitivamente ativado.

O advogado, que por medo de represália preferiu não ser identificado, contou que logo no início dos testes, no fim do mês de janeiro, alguns detentos queixaram-se da dificuldade em conseguir fazer ligações, mas que, agora, usam celulares sem qualquer controle. “No começo reclamavam que conseguiam ligar somente em alguns horários, mas hoje, está liberado. Telefonam-me em qualquer dia e a toda hora”, denunciou. A matéria é assinada por “Laura Holsback”.

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram e no YouTube. Acompanhe!