Dilma e Lula proíbem Delcídio de fazer aliança com Reinaldo em MS

Correio do Estado


A união oficial entre PT e PSDB em Mato Grosso do Sul foi vetada pelo Planalto. Embora a negativa fosse esperada, o senador e pré-candidato a governador, Delcídio do Amaral (PT), conversou com a presidente Dilma Rousseff (PT), bem como com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o dirigente nacional da sigla, Rui Falcão, mas a resposta foi “não”. O senador e pré-candidato a presidente Aécio Neves, que comanda nacionalmente o PSDB, também já havia sinalizado desagrado ao ‘casamento’ como informou à imprensa sul-mato-grossense em entrevista. Mesmo assim, em nota oficial, o petista e o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) avisaram que devem dar prosseguimento às conversações até junho, quando ocorrem as convenções.

“Em função das dificuldades impostas pelas direções nacionais do PT e do PSDB, não é possível, no presente momento, firmarmos a aliança formal que a maioria da população de Mato Grosso do Sul espera – Delcídio Governador e Reinaldo Senador – para a disputa das eleições de 2014”, informa a nota. “Tal situação, porém, não impede que as executivas estaduais dos dois partidos continuem a conversar, no sentido de construirmos um projeto comum, a ser apresentado aos eleitores nos próximos meses”, continua o texto.

Azambuja previu na semana passada que o PT seria contra a aliança. “Acho que tem mais dificuldade por conta do acirramento nacional e a queda de Dilma nas pesquisas”, disse o tucano em entrevista ao Correio do Estado. A chefe do Executivo perdeu seis pontos percentuais na pesquisa de intenções de voto, a queda acorreu entre fevereiro e abril, segundo pesquisa feita pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) . A petista apresentava 43,7%, agora caiu para 37%. Já o senador Aécio Neves (PSDB), pré-candidato à presidência, cresceu quase 5 pontos do início do ano para cá, estava com 17% a saltou para 21,6%, conforme a mesma amostragem.

Desta forma, o impedimento para unir PT e PSDB, mesmo que só regionalmente, se concretizou, tendo em vista que uma das condições de Aécio para dar anuência à parceria seria palanque distintos para ele e para Dilma em Mato Grosso do Sul. Embora o diálogo entre as legendas continue, ainda há possibilidade de haver terceira via, ou seja, o tucano se tornar oponente do petista nas urnas em busca do governo do Estado.

O presidente regional do PSB, prefeito de Dourados, Murilo Zauith, revelou que Azambuja afirmou, no entanto, ter grande chance de o PSDB lançá-lo à sucessão estadual. “Nós conversamos e ele me disse que há sim essa tendência a ele sair (como candidato ao governo)”, revelou Zauith. “O Reinaldo já está até buscando diálogo com os partidos. Nós (do PSB) ainda não nos reunimos, mas penso que ele é competente”, contou explicando em seguida que além do PSB, o tucano sinalizou conversa com o DEM, PPS, PSD e PR. Ainda sem selar compromisso com nenhuma legenda, o dirigente se demonstrou animado com a possibilidade de uma terceira via, mas adiantou que se unirá somente aos partidos que oferecerem palanque ao presidenciável Eduardo Campos (PSB).

Além disso, correligionários de ambos os partidos já manifestavam discordância quanto à união, fato que ficou evidente no encontro do projeto tucano Pensando MS, promovido em Dourados no último dia 26. “Lá pudemos ver o clamor popular pela candidatura própria ao governo do Estado e o apelo popular é muito importante”, disse a vereadora Rose Modesto (PSDB). Vale ressaltar que em entrevista a uma rádio da Capital, Azambuja afirmou que não aceitaria “casamento sem papel passado”, ou seja, uma aliança informal, sem autorização das nacionais, fato que está propenso a ocorrer diante do veto das executivas.

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