Cidades & Região / Nova Andradina
Entidades se unem e vão as ruas manifestar contra a insegurança em Nova Andradina
Da Redação
Na manhã desta segunda, presidentes da OAB 7ª Subsecção, Dr. Gustavo Pagliarini, Acina, Veridiana Kanashima, Conselho Municipal de Segurança, Walter Bernegozzi e Sinconova, Antônio Dalla Valle, em coletiva para a imprensa, disseram que no próximo dia (7), o comércio de Nova Andradina estará fechado entre as 9h e 9h30, para protestar contra a insegurança em Nova Andradina.
Segundo a presidente da Acina, os comerciantes, alunos de escolas e pessoas civis, estão sendo constantemente sendo furtadas ou roubadas, tanto no concurso de pessoas, como à mão armada. “Isso já perdeu o controle, nós estamos vivendo reféns do crime, onde já se viu, uma cidade como Nova Andradina, com 50 mil habitantes, ter apenas quatro policiais militares para patrulhar dia e noite e um investigador para apurar os crimes, isso temos que colocar um basta e manifestar contra o Estado que não melhora estas condições”, pontua Veridiana.
“Nós comerciantes gastamos com segurança particular, como câmeras de vigilância, alarmes, grades, seguros, mas isso não esta impedindo os criminosos de agirem e não resolvem os nossos problemas, esse manifesto é um pedido de ‘socorro’ para o governo”, frisa a presidente.
Segundo os presidentes, o problema da segurança pública não esta na Polícia Militar ou na Civil local e sim na estrutura que o governo oferece, sem efetivo, viaturas quebradas, sem ação por parte do governamental. “Já realizamos reuniões com o secretário de segurança pública do Estado, até o momento foram promessas e nada foi feito, isso não é culpa do comandante ou de delegado, sabemos que quem está esvaziando a segurança pública na cidade, é o Estado”, explica Walter Bernegozzi.
Durante a entrevista, os organizadores do manifesto disseram que se esse protesto não surtir efeito, eles irão partir para um maior abrangendo todo o Vale do Ivinhema. “Queremos mostrar que nossa voz como cidadãos, têm forças para buscar o que é de nosso direito, se por várias reuniões nossas reivindicações não foram atendidas, iremos protestar junto com a população, não só aqueles que foram vítimas ou comerciantes, mas todo o cidadão de bem”.
Esta questão da violência foi assunto no último café da manhã da Acina realizado dia 17 de abril com a participação de representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) 7ª Subseção, Conselho Municipal de Segurança, Sinconova (Sindicato do Comércio de Nova Andradina), Acina (Associação Comercial e Empresarial de Nova Andradina), representantes do Sindicato Rural, Rotary’s Clubes, Lions Clubes e Lojas Maçônicas.
Antes da coletiva, aconteceu uma reunião com as entidades para definir os detalhes finais para a grande manifestação marcada para o dia 7 de maio nas ruas de Nova Andradina, o comércio fechará suas portas por um período de tempo para que todos, tanto proprietários como funcionários participem da passeata em frente da sede da Acina e de uma carreata que sairá do pátio do Posto Santa Clara.
“O objetivo desta movimentação é justamente buscar uma solução para acabar com a onda de roubos, furtos e outros tipos de violência registrada ultimamente em Nova Andradina”, conclui Veridiana.
Para compor a manifestação, o presidente do Sinpol/MS (Sindicato dos Policiais Civis) de Mato Grosso do Sul, Alexandre Barbosa da Silva, em contato com o Jornal da Nova disse que diretores do sindicato estarão presentes para apoiar o manifesto e reivindicar melhorias na estrutura da Polícia Civil. “Estamos de mãos amarradas em Nova Andradina, esta cadeia pública consome os poucos policiais que temos, queremos que o governo e a Agepen (Agência Estadual Administração do Sistema Penitenciário) assuma os custodiados e libere os investigadores para trabalharem nas investigações, pois o índice de crime em Nova Andradina, esta muito alto”, finaliza Alexandre.
Outro lado
Em contato com o comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar, ten. cel. Givaldo Mendes, ele disse que oficialmente não esta sabendo do manifesto, mas formalmente obteve informações, mas que se limita em comentar, já que não foi acionado pelas entidades organizadoras. O Delegado Regional também não quis comentar o caso, já que não foi comunicado oficialmente.
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