MST libera a BR 267 depois de quase 10h de bloqueio

Da Redação


Um grupo do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) liberou a rodovia BR 267, com a MS 141 [cascalho] que dá acesso aos municípios de Angélica e Ivinhema, por volta das 15h40 desta segunda-feira (5), pois haviam bloqueado por volta das 5h da manhã.

O movimento exige a criação de mais assentamentos, maior agilidade do poder judiciário para liberar a desapropriação de terras, infraestrutura para os assentamentos, mais créditos, construções de casas, entre outros assuntos.

De acordo com Jonas Carlos da Conceição, da direção nacional do MST, os motivos para lutar são muitos. “Diante de um governo que prioriza um modelo agrário, que produz mercadorias ao invés de alimento, nós não temos outra saída a não ser nos mobilizarmos. Só no Mato Grosso do Sul são quatro anos sem Reforma Agrária”, afirma.

Segundo ele, um dos principais motivos da mobilização se deve a situação em que se encontra o Incra no MS. “O nosso estado é o que possui o maior número de famílias assentadas do Brasil, e atualmente o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) se encontra com um quadro de funcionários insuficiente, e ainda atua com um orçamento bem abaixo do necessário”.

O movimento entregou uma pauta com suas reivindicações para o superintendente regional do Incra MS, Celso Cestari e, estão no aguardo de uma reunião para reivindicar a vinda de um representante nacional do órgão.

A sede do Incra em Campo Grande, também amanheceu ocupada pelos movimentos sociais do campo nesta segunda (5), como parte das atividades da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária.

Além da BR 267 em Nova Andradina e da sede do Incra, os Sem Terra também ocuparam o Banco do Brasil, em Aquidauana e trancaram BR 163 em Itaquiraí.

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