PC e sociedade nova andradinense se reúnem para tratar de segurança pública

Da Redação, com PC


A Polícia Civil de Nova Andradina, por intermédio da DRP (Delegacia Regional de Polícia) se reuniu com a Acina (Associação Comercial e Empresarial de Nova Andradina), Sinconova (Sindicato dos Empregadores no Comércio de Nova Andradina), Conseg (Conselho Comunitário de Segurança Pública de Nova Andradina) e a 7ª Subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), na tarde desta quarta-feira (14), para tratar de assunto relacionados a segurança pública da cidade.

Na semana passada, no último dia (7), a sociedade civil organizada de Nova Andradina realizou manifestação pública reivindicando mais segurança pública para cidade, pois várias ocorrências de crimes, principalmente a incidência de roubos e furtos, vêm vitimando o comércio com frequência, desde o início do ano, trazendo desconforto, intranquilidade e medo à população, além dos prejuízos patrimoniais e outras consequências negativas de quem sofre qualquer tipo de ação criminosa.


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Segundo o Delegado Regional, Dr. André Luiz Novelli Lopes, a sociedade nova andradinense merece toda a atenção, não pode e não ficará desamparada. Explicou que a DRP de Nova Andradina é responsável pela gestão das unidades policiais de oito cidades; Bataguassu, Anaurilândia, Batayporã, Taquarussu, Ivinhema, Angélica, Novo Horizonte do Sul e Nova Andradina e, ante a clara reivindicação ocorrida na cidade. “Embora Nova Andradina sofra com a atividade criminal, esforços têm sido envidados pela Primeira Delegacia de Polícia no intuito de identificar a autoria dos crimes e possibilitar a responsabilização criminal dos autores e que os crimes considerados mais graves, os que envolveram roubos com violência ou ameaça à pessoa, foram investigados e tem sido solucionado com frequência.

Delegado Regional Dr. André Luiz Novelli - Foto: Arquivo/Jornal da Nova

O Delegado esclareceu que a atribuição legal da Polícia Civil, é agir após o cometimento do crime, descobrir a autoria e colher elementos probatórios que possibilitem a punição pelo Estado, obviamente depois de processados e julgados. Portanto, a Polícia Civil atua depois que o crime já aconteceu e por esta razão, por mais eficiente que seja os trabalhos de investigação, a vítima já sofreu todas as consequências maléficas de ter sido vítima de um crime. “Por isso, o ideal seria que o crime não acontecesse ou acontecesse em níveis aceitáveis pela sociedade”, frisa.

Quanto a isso, ponderou o Delegado Regional, que no decorrer do ano de 2013, todos os índices de criminalidade caíram em três cidades polos do interior do Estado, a cidade de Dourados, Naviraí e Nova Andradina, isto em relação ao ano anterior e que essas unidades foram oficialmente elogiadas pela Sejusp (Secretaria Justiça e Segurança Pública). No entanto, nos quatro primeiros meses deste ano, os números apresentaram aumento da criminalidade na cidade de Nova Andradina em relação ao ano anterior, o que é compatível e justifica os protestos e anseios da população nova andradinense.

Salientou ainda, que a manifestação da semana passada não é suficiente para atrair mais recursos e investimentos à segurança pública local. O assunto também deve ser discutido e tratado em conjunto, entre os gestores da segurança pública local e os representantes da sociedade civil organizada nova andradinense, ou seja, merece a participação de forças sociais, políticas e de segurança pública, pois a união de esforços comuns é imprescindível ao enfrentamento da criminalidade, em busca das melhores soluções e que sejam capazes de produzir resultados que diminuam a incidência de crimes, restabeleçam a paz, ordem social e aumente o nível de tranquilidade das pessoais da comunidade.

Nesse sentido, o Delegado Regional pontuou o que está sendo feito em termos de segurança pública. Os recursos humanos reivindicados pela população para reforçar as forças policiais estão sendo providenciados pelo Estado. Explicou que a DRP de Nova Andradina, foi a terceira cidade polo que mais recebeu Delegados de Polícia, seis ao todo, os quais já estão exercendo suas atividades nas respectivas unidades policiais. Também frisou que está na última fase do concurso público da Polícia Civil para contratação de Investigadores de Polícia, Escrivães de Polícia, Peritos Criminais e Peritos Papiloscopistas, cuja previsão é para que aportem na cidade no início de setembro, após concluírem o curso de formação policial. Ou seja, os recursos humanos estão a caminho. “Aguantamos até agora, falta pouco para os reforços chegarem, em torno de 90 dias”, pontuou.

O Delegado Regional também ponderou que o MPE (Ministério Público Estadual) também teve papel importante nas questões de segurança pública local. Ação Civil Pública promovida pela Promotoria de Justiça foi recentemente julgada pelo Juízo Civil da Comarca. A decisão determinou o prazo de 60 dias para a Agepen (Agência de Administração do Sistema Penitenciário) assumir o controle da cadeia pública local e como agentes penitenciários estão em pleno curso de formação, há grande probabilidade desse acontecimento, decorrente de várias tratativas anteriores e que propiciará um desencargo enorme de atribuições, atualmente feitas pela Primeira Delegacia de Nova Andradina, há anos administrando a maior cadeia do Estado.

Delegados e agentes da Polícia Civil da 1ª Delegacia em reunião - Foto: PC/Divulgação

Ante a manifestação popular, o Delegado Regional esclareceu que não irá esperar os reforços humanos para agir e por isso, antecipou planejamento estratégico que estava previsto para a região quando da formação dos novos policiais. Da reunião feita na manhã de ontem (14), na Primeira Delegacia de Polícia, foram definidas ações táticas de controle social envolvendo desde a fiscalização do funcionamento e horário de estabelecimentos e eventos noturnos, à prisão de evadidos e descumpridores de ordens judiciais, bem como, operações policiais específicas decorrentes de linhas investigativas. Da reunião, ficou definido também, a composição da equipe que irá integrar o SIG (Setor de Investigações Gerais) Regional, com competência e atuação no âmbito regional, sob o comando do Delegado de Polícia Dr. Luiz Quirino Antunes Gago, que é o atual Delegado de Polícia Titular de Taquarussu, a escolha foi devido à sua experiência e capacidade profissional, por mais de quatro anos atuando na região.

“Com essas medidas imediatas, esperamos controlar a criminalidade e corresponder às expectativas da sociedade, até recebermos os recursos humanos de que necessitamos para melhor poder atender à população, pois antes de mais nada, somos servidores públicos e missão da Polícia Civil é servir e proteger”, enfatizou o Delegado Regional aos seus agentes.

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