Frio e ganancioso. Assim a Polícia classificou o empresário Damião Francisco Resende, de 33 anos, acusado de tramar a morte da própria esposa, assassinada com 17 facadas na madrugada desta quarta-feira (16). O mandante e os falsos assaltantes estão presos. O preço da “empreitada” custou R$ 3 mil, R$ 1,5 mil pago adiantado, a camionete levada com os objetos da casa para simular o latrocínio: roubo seguido de morte. “Levem tudo. Me matem, mas não façam nenhum mal à minha filha”, suplicou a vítima antes de morrer. Na casa de um dos matadores a Polícia apreendeu 13 quilos de pasta base de cocaína e destruiu um laboratório de refino de pó.
Ouvido logo após a morte da esposa, a também empresária e comerciante Ângela Cristina Peixoto da Silva, de 32 anos, Damião não conseguiu convencer os policiais da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), muito menos os policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DRRFV), que iniciaram uma investigação em conjunto.
Mas foi uma ultrapassagem em faixa contínua numa das rodovias federais da cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul que desmanchou a trama macabra do crime .A Polícia suspeita que a ganância pelo dinheiro tenha sido o principal motivo do crime.
Depois da execução no Jardim Presidente, região do Coxipó, na saída de Cuiabá, os assassinos Maycon José Cardoso Nogueira, de 22 anos, e Daniel Paredes Ferreira, de 20 anos, seguiram para outro Estado, onde a camionete S-10 seria trocada por droga.
Parados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Corumbá, os dois ocupantes do veículo caíram em várias contradições e acabaram confessando que receberam o carro como pagamento de um crime de mando em Cuiabá. Como “réus-confessos”, os dois deram detalhes minuciosos de como aconteceu o crime onde a mulher foi morta com muitas facadas.
Os federais fizeram contato com Cuiabá e relataram as prisões para a DHPP e para a DRRFV. Na Capital, a Polícia foi até a casa de Maycon, no bairro Grande Terceiro, e apreenderam 13 quilos de pasta base de cocaína e destruíram um mini-laboratório montado para “batizar” a droga com produtos químicos também apreendidos.
O empresário Damião Resende estava saindo do cemitério por volta das 19 horas desta quarta-feira após sepultar a mulher em que ele é acusado de mandar matar, quando foi preso por policiais da DHPP em conjunto com policiais da DRRFV. Damião, no entanto, nega todas as acusações.
“Ele é um homem frio e nega as acusações com muita naturalidade. Tanto é verdade que nós suspeitamos que ele estava ouvindo música com o som bem alto enquanto a mulher dele estava sendo esfaqueada pelo Maycon, enquanto Daniel, que também deu algumas facadas a segurava”, relata o delegado Anderson Veiga, da DRFFV.
Além do preço cobrado para matar a empresária Ângela Cristina, crime tramado há mais de um mês, Maycon e Daniel também receberam do mandante o controle remoto do portão eletrônico da casa da família, que não foi invadida e também não haviam quatro assaltantes conforme Damião citou no Boletim de Ocorrência (BO).
Segundo narração dos dois acusados de executar o crime, só os dois entraram pela porta da frente. A filha do casal de oito anos estava dormindo em outro quarto, e a esposa de Damião estava dormindo quando foi amarrada pelo supostos assaltantes. A crueldade aumenta à medida em que os assassinos confessam com muita frieza que pararam por alguns instantes antes de começarem a esfaquear a vítima, que implorava para que eles não fizessem nenhum mal a filha dela.
Livres das cordas, o marido, segundo a Polícia, não foi molestado em nenhum momento. “O Daniel, que também deu algumas facadas, segurou a vítima primeiro para Maycon começar a dar os golpes. As duas facas usadas no crime eram da casa e também foram apreendidas. A maior frieza foi quando os dois confessaram que pararam por alguns minutos para decidir o que fazer com a mulher que implorava para não morrer e para que não fizessem o mesmo com a filha dela”, conclui o delegado Anderson.
O empresário Damião Resende foi atuado como mandante e co-autor em homicídio triplamente qualificado. Maycon e Danile, além do homicídio, também foram autuados em crime de tráfico de drogas. Os três seguem para a Penitenciária Central do Estado ainda hoje. Só que, as investigações continuam, pois a Polícia quer saber sobre um veículo modelo Golf que teria dado cobertura aos assassinos, na chegada e na fuga. (com informações 24H News)


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