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Análise: os impactos da nomeação de Hashioka na política de MS

Pré-candidatura de Dione à deputada estadual ganha força com indicação
Da Redação / Imagens: Thiago Odeque/Arquivo
01/09/2017 14h25
Roberto Hashioka / Imagens: Thiago Odeque/Arquivo

O ex-prefeito de Nova Andradina, Roberto Hashioka (PSDB), já foi empossado como diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), após toda cúpula da autarquia ser envolvida na operação “Antivírus”. 

 

A exemplo de quando regressou ao PSDB, em 2015, o ex-chefe do Executivo municipal também aceitou o pedido feito pelo próprio governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), para que assumisse o Detran. 

 

Contudo, diferente do que especulam os bastidores políticos da Capital, Hashioka, que é funcionário de carreira da Agesul, não deverá se desincompatibilizar do cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília.

 

O motivo? Ele ficaria menos de um ano na função – tempo insuficiente para mostrar trabalho e, principalmente, resultados. Além disso, o tucano assume o posto em meio ao maior escândalo de corrupção da história da autarquia. 

 

Hashioka jamais escondeu de pessoas próximas que a sua intenção nunca foi disputar a Prefeitura de Nova Andradina em 2012, contudo, deixou o comando de outra autarquia (à época a Agepan) para que o seu grupo político não perdesse as rédeas do Executivo municipal.

 

Essas mesmas pessoas dizem que o tucano se sentia muito à vontade no comando da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos e que seu projeto era permanecer à frente da Agepan.  

 

Assim, aceitar um novo convite para as eleições, além de prejudicar o restabelecimento dos serviços e da credibilidade do Departamento Estadual de Trânsito, incorreria no mesmo “erro” de 2012. 

 

Paralelamente, sua influência e a desistência de pleitear um mandato de deputado federal é vista como positiva no sentido de fortalecer a pré-candidatura de sua esposa, Dione Hashioka (PSDB), para que regresse à Assembleia Legislativa, ruma a um terceiro mandato. 

 

Entre outros fatores, a tucana teria como aliada o esposo - que passa a ter forte influência em todas as cidades do Estado -, além da possibilidade de angariar apoio de pré-candidatos a deputado federal, fazendo as famosas “dobradinhas”. 

 

Só o tempo dirá. 



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