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Mobilidade urbana, questão de política pública

Da Redação
08/02/2018 09h22

Retirar o sistema de estacionamento rotativo "Zona Azul e Verde’’ seria sim um retrocesso e marcaria a volta da calamidade por vagas na região central de Nova Andradina. 

 

Por outro lado, para muitos, o fim dos serviços seria a melhor solução para o problema financeiro e permanência diária de vagas. 

 

De tempos em tempos as comunidades, lideradas pelos seus escolhidos, rebuscam alternativas para melhorar o que já funciona e buscam alternativas para aquelas coisas que interpõe nas novas possibilidades de bem estar, lazer, segurança, trânsito, saúde, etc.

 

Todas as mudanças, pressupostamente projetadas, têm por dever funcionar adequadamente. Mas, porque em nossa cidade sempre somos levados a concordar que subverter a ordem das coisas é que se tornou a constante, a regra, e que a exceção é que se tornou real, o fato?

 

Mobilidade urbana é política pública – e não se restringe somente ao assunto discorrido neste editorial, mas cobranças abusivas, conforme alerta a própria população, jogam os estudos e todos os serviços já realizados em uma rejeição popular sem precedentes.

 

Apesar dos pesares, é preciso dar os créditos a quem é devido. Com a Zona Azul, além da oferta de vagas, o volume de ocorrências de trânsito (com acidentes e outros) diminuiu 50%, conforme a Polícia Militar.  

 

Contudo, ao mesmo tempo, houve um aumento acentuado de furtos próximo à Avenida Moura Andrade, justamente na região escolhida pelos motoristas para estacionar sem arcar com os custos da Zona Azul. 

 

Terceirizar responsabilidades implica em transferir ao capital privado direitos dos cidadãos, como o de ir e vir (ou, simplesmente, estacionar), e pode até parecer cômodo (ou, moderno, como quiser), contudo, por mais clichê que possa parecer, cada ação gera uma reação, por isso temas como esse precisam ser amplamente debatidos, especialmente quando envolve o cotidiano de uma sociedade. 



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