Delinquentes matam aluno dentro de escola e saem rindo e cantando vitória

Sem segurança e com as portas abertas, os pistoleiros, que também estudam no Colégio Estadual Cesário Neto, foram entrando e atirando contra um aluno que morreu na hora. Aterrorizados, os outros alunos começaram a correr e por muito pouco não acontece uma tragédia ainda maior

24 Horas News


Um garoto de 16 anos que também, já tinha acusação de ter matado outra pessoa quando ainda tinha 15 anos, foi executado com cinco tiros. A vítima, segundo ainda a Polícoia, seria integrtante de uma gangue no bairro Dom Aquino.

Os dois assassinos, que não tinham passagens pela Polícia,  segundo testemunhas contaram à Polícia, deixaram o local do crime com muita tranquilidade e ironia. Andando tranquilamente e rindo como se nada tivesse acontecido. Os dois homicidas subiram numa moto e fugiram.

Logo em seguida, no entanto, os dois foram presos. Revoltados, mas ao mesmo tempo com medo, alunos e professores afirmam que vem sofrendo de maus-tratos há mais de dois anos, sendo infernizados por bandidos, principalmente traficantes de drogas.

O crime aconteceu por volta das 9h30 desta quinta-feira (21), no corredor da Escola Estadual Cesário Neto,  localizada no bairro Bandeirantes, na área central de Cuiabá. Os tiros causaram pânico e tumulto entre os alunos que já vivem assustados com o “terror” instalado dentro e fora da escola, onde o tráfico o uso de drogas correm soltos, principalmente nos períodos da tarde e da  noite.

“Isso aqui é uma espelunca. Não temos segurança porque todos tem medo dos bandidos que montaram um quartel general e mandam e desmandam com ameaças de morte a quem resolve, sequer falar alguma coisa é  ameaçado e corre risco de ser agredido ou até assassinado. Droga por aqui é o que não falta”, denuncia uma aluna do turno da tarde.

Os estudantes-assassinos entraram pela porta da frente do colégio e mataram com cinco tiros o também aluno Gustavo Pacheco da Silva, de 16 anos, morador do bairro Dom Aquino. Gustavo, segundo le4vantamentos da Polícia, já tinha passagens por envolvimento em um homicídio. Os disparos, segundo testemunhas, aconteceram no corredor da escola e no meio de dezenas de alunos e professores.

Os dois pistoleiros, no entanto, identificados como Mauricio da Silva Pereira  e Vinicius Toledo Lemos, ambos com 18 anos, foram presos em flagrante pela Polícia Militar quando tentavam fugir em uma moto.

Os dois acusados, além de estudarem na mesma escola que a vítima, só que em turnos diferentes, também são moradores do bairro Dom Aquino. Por lá, segundo testemunhas informaram à Polícia Militar, teria nascido uma rixa entre a vítima e os acusados que acabou em tragédia.

No mesmo instante da prisão, algumas viaturas da Polícia Militar começaram a fazer buscas e diligências a procura de um carro  com outros dois ocupantes. O veículo teria sido usado para dar cobertura para a execução. Os dois ainda não foram identificados e o carro ainda não foi localizado.

Gustavo, segundo seus familiares, cursava a 8ª série do ensino fundamental do Cesário Neto e era um garoto alegre. Que costumava brincar com as pessoas. “Ele chegou alegre e brincando como sempre. Com certeza ele não imaginou que seria morto de maneira fria, bárbara e covarde em questão de minutos”, disse um amigo dele de classe.

 Ainda brincando antes de entrar na sala de aula, Gustavo se assustou quando viu os dois jovens, um deles já de armas em punho. Nesse instante, o aluno sentiu que seu fim estava próximo. Tentou se esconder, mas não teve tempo. “Ele parecia tremer de medo, pois tinha certeza que seus inimigos que já o ameaçavam de morte iriam atirar, mesmo na frente de muita gente”, comenta uma aluna.
 
Gustavo tentou se esconder em uma das salas de aula, mas foi descoberto, perseguido e morto. O que mais chamou a atenção, tanto da Polícia, como de alunos e professores do Colégio Cesário Neto, foi o fato dos dois pistoleiros terem deixado o local do crime com muita tranquilidade e rindo, como se nada tivesse acontecido. Mas não conseguiram ir longe, foram presos rapidamente.

“Nunca imaginei presenciar tanta violência e, principalmente ver de perto duas pessoas tão frias. Eles saíram andando e rindo, como se estivessem comemorando uma vitória. Foi horrível”, desabafou uma estudante que viu de perto Gustavo ser executado.

Depois da “casa arrombada” e que uma pessoa que ainda não havia despertado para a vida foi morta, os portões do Colégio Cesário Neto foram fechados com cadeados. O clima, no entanto, era de muita revolta, mas também muito medo.
 

Em meio a tanta revolta, alguns alunos ameaçaram iniciar um quebra-quebra e o linchamento dos dois assassinos. Todos gritavam palavras de ordem “aqui dentro e fora do colégio não existe segurança, pois há muito tempo quem manda mesmo são os bandidos, principalmente os traficantes”.  

O delegado André Gonçalves, da equipe de investigações da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), chegou ao local para fazer a liberação do corpo e ajudou a evitar o linchamento dos dois assassinos.

Mauricio e Vinicius foram autuados em flagrante em crime de homicídio qualificado pelo delegado André Renato Gonçalves da DHPP. Os presos foram  transferidos para a Penitenciária Central do Estado (PCE), antigo Pascoal Ramos

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