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Depois de vazamento, Gaeco pede sigilo em investigação sobre ''caso Héverton''
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O núcleo paulista do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) divulgou uma nota oficial pedindo para que as informações relacionadas à investigação do “caso Héverton” sejam mantidas em sigilo para não atrapalhar as investigações.
“Trata-se de investigação na qual diversas hipóteses ainda estão sendo consideradas e que depende de aprofundamento para melhor avaliação técnico-jurídica. Isto significa a necessidade de que, ao menos por ora, o conteúdo da investigação seja mantido em sigilo”, afirmou o grupo em carta assinada pela Promotora de Justiça Tatiana Callé Heilman.
Na última semana, foram noticiadas informações da investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre o caso que envolveu a escalação irregular do meia Héverton na última rodada do Brasileirão do ano passado, que culminou em perda de quatro pontos e o rebaixamento da equipe à Série B. Segundo o MP-SP, funcionários ou dirigentes da Lusa teriam recebido alguma vantagem, provavelmente financeira, para que a informação da sanção ao jogador não chegasse ao técnico Guto Ferreira, que o colocou na partida contra o Grêmio.
Confira a nota do Gaeco na íntegra:
INVESTIGAÇÃO DO GAECO NO CASO PORTUGUESA
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) – Núcleo São Paulo investiga a prática de possíveis delitos com eventual configuração de organização criminosa (de características ainda não perfeitamente delineadas), em relação a fatos que culminaram, direta ou indiretamente, no rebaixamento da Associação Portuguesa de Desportos à Série B, no Campeonato Brasileiro de 2013.
Trata-se de investigação na qual diversas hipóteses ainda estão sendo consideradas e que depende de aprofundamento para melhor avaliação técnico-jurídica. Isto significa a necessidade de que, ao menos por ora, o conteúdo da investigação seja mantido em sigilo, a fim de se preservar o equilíbrio entre a necessidade de providências jurídicas a partir do esclarecimento dos fatos em observação ao princípio da busca da verdade real e a preservação da imagem de possíveis investigados, nos termos do princípio da presunção da inocência.
Tatiana Callé Heilman
Promotora de Justiça designada no GAECO - Capital
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