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Juíza vira ré por relação com família de Bruno durante processo

MP denunciou a magistrada por improbidade alegando que ela teria "estreita relação de amizade" com a mulher do jogador na época dos julgamentos
R7 / Imagens: Reprodução/TV Record
10/06/2020 08h00
Jogador foi solto em 2019 após 9 anos de prisão / Imagens: Reprodução/TV Record

A Justiça de Minas Gerais acolheu a denúncia do Ministério Público contra uma juíza por improbidade administrativa por suposta "relação estreita" com a família do goleiro Bruno Fernandes durante as investigações sobre a morte da modelo Eliza Samudio.

 

Na denúncia, o MPMG indicou que a juíza Maria José Starling infringiu a ética profissional ao manter “estreita relação de amizade” com a dentista Ingrid Calheiros, então noiva do jogador.

 

A suposta entre as duas se tornou pública após Ingrid e Bruno denunciarem, em 2011, que a magistrada teria pedido R$ 1,5 milhão para conseguir um habeas corpus para o ex-jogador do Flamengo.

 

Ainda segundo o MP, A companheira do goleiro foi a um chá na casa da magistrada. Além disto, a juíza teria indicado um advogado de sua confiança pessoal para o caso. Gravações telefônicas confirmaram a relação entre as duas, segundo o Ministério Público.

 

A denúncia do MP foi feita em 2018, mas só foi aceita na Justiça na última semana. Segundo o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), Maria José respondeu um processo administrativo no órgão pela suposta prática ilegal e foi aposentada compulsoriamente em agosto daquele ano, “conforme prevê a lei”.

 

Na defesa prévia, a magistrada alegou que o MPMG não teria legitimidade para mover a ação e que os supostos atos indicados pelos promotores não configurariam irregularidades no exercício da profissão. A juíza defendeu, ainda, que mesmo se houvesse crimes, eles teriam prescrevidos, já que a denúncia foi feita após cinco anos dos fatos relatados.

 

Ao aceitar a denúncia da promotoria, o juiz Paulo de Tarso Souza, da Segunda Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, garantiu que o MP tem poder para pedir a ação e alegou que a prescrição de crimes para a categoria vale a partir da data em que o TJMG teve ciência das possíveis irregularidades, ou seja, em 2018.

 

Procurado pela reportagem, o advogado Getúlio de Queiroz, que defende a juíza, alegou que ela é "absolutamente inocente". O defensor alegou, ainda, que a contagem de prescrição deve acontecer a partir da data do suposto fato.



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