Juízes cruzam os braços por reajuste

Redação


Juízes de Dourados aderiram à paralisação nacional em busca de aumento salarial e melhores condições de trabalho. Em Dourados, magistrados da Justiça Comum, do Trabalho e Federal, fazem mobilização a partir das 14h em frente da sede da Justiça do Trabalho. A manifestação faz parte do movimento grevista. Ontem os magistrados enviaram à Advocacia-Geral da União todas as citações e intimações acumuladas desde o dia 17 de outubro, que estavam paradas para pressionar o Executivo pela liberação de recursos para o reajuste salarial dos juízes.

Na última sexta-feira, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Oreste Dalazen, disse que os juízes que não trabalharem poderão ter corte no salário, a exemplo do que ocorreu com os servidores em greve. O movimento grevista dos servidores atinge 19 estados.

Além da defasagem salarial, a categoria argumenta que trabalha sem garantia de segurança. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pelo menos 200 juízes estão sob ameaça de morte em todo o país.

A paralisação não vai afetar ações urgentes, como de concessão de benefícios previdenciários, de fornecimento de remédios pelo Serviço Único de Saúde (SUS), bem como ações criminais, de acordo com a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). Em Dourados a Justiça do Trabalho e a Comum cumprem expediente normal, sem a presença dos magistrados, já que estes estarão no movimento.

JUSTIÇA FEDERAL

Iniciada em outubro, a greve dos servidores da Justiça Federal já emperra 11 mil processos em Dourados. As “montanhas” de papel são provenientes de ações da população em diversos serviços de órgãos federais, a exemplo das pensões, revisões de aposentaria entre outros do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O órgão lidera o ranking de ações na Justiça Federal.

Em tese, segundo os servidores, a União deixa de arrecadar e a população fica desassistida. Somente 30% dos atendimentos estão sendo realizados. A regra vale para esta quarta-feira, durante manifesto dos juízes. Segundo os servidores, os serviços realizados são de extrema urgência, como a liberdade de locomoção, que envolve presos ou perecimento do direito. (Dourados Agora)

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