Profissional de saúde será ouvida na sexta-feira pela Comissão de Saúde na Câmara em Nova Andradina

Comissão tem como presidente a vereadora Gabriela Delgado, relator Arion Aislan e membro Alemão da Semente
Da Redação / Imagens: Arquivo/CMNA/Divulgação
07/04/2021 12h51
A vereadora Gabriela Delgado (PSB) e os vereadores Arion Aislan (PL) e Alemão da Semente (PDT) / Imagens: Arquivo/CMNA/Divulgação

A profissional de saúde que responde um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) na Prefeitura em Nova Andradina, por supostas irregularidades no manuseio de doses da vacina Coronavac, será ouvida na manhã da próxima sexta-feira (9), na Câmara Municipal. As ocorrências que apontam suspeitas no manejo das vacinas ocorreram no ESF (Estratégia Saúde Família) Centro, no mês de janeiro deste ano.

 

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O Jornal da Nova apurou que a Comissão da Saúde será presidida pela vereadora Gabriela Delgado (PSB), terá como relator Arion Aislan (PL) e membro Alemão da Semente (PDT).

 

A princípio, somente a servidora denunciada prestará esclarecimentos, a partir do que ela dizer, apresentar provas, ou incluir outros nomes, essas pessoas também serão intimadas a participar de oitivas na Câmara de Vereadores.

 

Para alguns parlamentares, eles acreditam que possam ter mais pessoas envolvidas. “Essa mulher é só um 'boi de piranha'*, alguém mais grande deve estar por detrás disso, e jogaram ela na roda, mas com a Comissão da Saúde, tudo vai ser esclarecido”, disseram.

 

Além da Prefeitura e Câmara, a Polícia Civil e MPE (Ministério Público Estadual) apuram as denúncias.

 

O estopim das denúncias estourou quando um idoso, logo no início da vacinação contra a covid-19 no município, alegou que não teria “sentido” em seu corpo, o imunobiológico da covid-19.

 

Ele foi orientado a registrar um boletim de ocorrência, onde foi instaurado um Inquérito Policial para apurar os fatos.  

 

De lá para cá, houve denúncias, em tese, de aplicações irregulares e outras relatadas que foram vacinadas no papel, mas na prática a servidora da saúde não havia sido imunizada.

 

A reportagem também apurou que a mesma servidora ministrou uma dose sem a prévia autorização por parte da equipe de Vigilância Epidemiológica, uma vez que a paciente que recebeu o imunizante não preenchia os requisitos para recebê-lo, pois a profissional não dispõe de vínculo com rede pública ou privada no município. 

 

*“Boi de piranha” é quando uma pessoa é submetida a um sacrifício para livrar outra pessoa de uma dificuldade ou da culpa”.



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