Como funciona a compra conjunta de imóveis?

Confira se essa modalidade de compra de imóveis vale a pena para você
Da Redação / Imagens: Reprodução/Pixabay
14/09/2021 16h03

Esteja você querendo um apto em Campo Grande por estar prestes a se casar, ou porque quer se mudar com algum familiar, a compra conjunta pode parecer uma boa alternativa.

 

É comum, no Brasil, interessados na compra de imóveis adotarem esse método de aquisição de propriedades.

 

Afinal, é uma excelente opção para quem não tem condições de comprar um apto à venda sozinho.

 

Contudo, apesar de ser uma alternativa popular no país para a aquisição de imóveis, ainda há muitas dúvidas que permeiam as pessoas sobre esse assunto.

 

Isso é até algo fácil de entender, pois por ser mais de um indivíduo a realizar a transação, a compra fica realmente um pouco mais complexa.

 

Devido a isso, trazemos a você uma ajuda, mostrando como a compra conjunta funciona, quando é possível, os impedimentos existentes e alguns dos seus prós e contras.

 

Boa leitura!

  1. Como a compra conjunta de imóveis funciona?

A compra conjunta de imóveis é algo bem simples de se entender. Ela ocorre toda vez que duas ou mais pessoas contribuem com o pagamento da propriedade.

 

Nesse processo de compra, todos possuem os mesmos deveres e os mesmos direitos relacionados ao imóvel adquirido, seja ele um apartamento ou uma casa.

 

Quanto aos direitos, todos os compradores podem usufruir do imóvel e exercer de forma ampla os privilégios de proprietário.

 

Quanto aos deveres, todos são obrigados a arcar com os tributos, taxas e contas na proporção da participação de cada um.

 

Até em relação ao financiamento, todos estão obrigados a pagar as parcelas até que a dívida seja quitada.

 

Caso a aquisição seja realizada à vista, a situação muda um pouco.

 

Nesse caso, precisa-se apenas que constem os nomes dos proprietários na documentação de compra e venda.

 

Eles também têm que realizar juntos a anotação na escritura definitiva do bem e a averbação na matrícula da propriedade.

 

  1. A compra conjunta de imóveis é permitida para qualquer tipo de pessoa?

Essa modalidade de compra de propriedades é permitida tanto para quem tem algum tipo de vínculo familiar, como para quem não tem.

 

Aqui podemos incluir casais que contraíram matrimônio ou que tenham registro de união estável.

 

Muitas pessoas não sabem, mas a união estável possui os mesmos efeitos jurídicos do matrimônio.

 

Essa é uma boa notícia até para você que vai se casar, pois já dá para procurar sites de venda de casas online e planejar a compra com o seu cônjuge.

 

Outra hipótese permitida na compra conjunta de imóveis é a divisão da compra por filhos e irmãos. Se bem que, aqui, é necessário fazer uma ressalva.

 

A lei de sucessão hereditária no Brasil garante a todos os irmãos direito à propriedade do pai, ainda que não tenham sido todos a pagar por ela.

 

Além de familiares e cônjuges, a compra conjunta de imóveis entre amigos é outro exemplo que pode ser destacado.

 

Só não dá para ninguém se esquecer de que é preciso que todos os participantes da compra estejam enquadrados nos critérios da operação de crédito.

 

Isso, claro, no caso da compra ser por meio de financiamento e não à vista.

 

  1. Há impedimentos na compra conjunta de imóveis?

Existem várias situações que podem impedir a realização de uma compra conjunta de imóveis entre duas ou mais pessoas.

 

Uma delas é quando não são atendidas as condições impostas pelas instituições financeiras para a contração de um financiamento imobiliário.

 

Muitas vezes isso ocorre porque um ou mais interessados na compra conjunta se esquecem de enviar a documentação pessoal em ordem.

 

Também pode acontecer do banco não aprovar algum dos interessados após a análise de perfil.

 

E, se isso ocorrer, não vale nem a pena pedir explicações, pois o banco sequer tem obrigação de explicar o motivo pelo qual não quis conceder o financiamento.

 

Ademais, conta como impedimento à compra conjunta restrições em órgãos de proteção ao crédito ou, em outras palavras, se algum dos interessados estiver com o “nome sujo”.

 

Outrossim, o comprometimento de renda acima do limite (que é de 30%, englobando todas as suas dívidas) impede, igualmente, a compra conjunta de propriedades.

 

  1. Quais os prós e contras da compra conjunta de imóveis?

Como tudo na vida, também a compra conjunta de propriedades tem suas vantagens e desvantagens.

 

Vantagens da compra conjunta de imóveis

Por ser possível a soma da renda de duas ou mais pessoas, a margem para o empréstimo pode aumentar.

 

O motivo do cálculo base para o financiamento passa a ser não a renda separada de cada um dos interessados, mas a renda conjunta de todos.

 

Dessa forma, fica até mais fácil focar na venda de casas online mais caras e até aprovar o financiamento imobiliário mais facilmente havendo a composição de renda.

 

Entretanto, em qualquer caso é necessário seguir as regras de comprovação de renda e de documentação.

 

Regras essas que, vale a pena observar, são as mesmas de uma compra de imóvel normal por uma só pessoa.

 

Desvantagens da compra conjunta de imóveis

Como desvantagem, a principal é que você não será o único proprietário.

 

À primeira vista pode não haver problema nisso, mas e se você e seu cônjuge se separarem? E se houver partilha de bens na sucessão hereditária entre os seus irmãos?

 

E se, ainda, você e seu amigo que compraram juntos a casa brigarem e quiserem, no futuro, repartir o bem?

 

A vida é, de fato, feita de imprevistos. E brigas e discussões podem afetar a posse do imóvel se não houver um bom entendimento entre todos os proprietários.

 

Não ser o único dono da propriedade também implica no fato de que qualquer transação que envolva o imóvel dependa, necessariamente, do aval de todos os donos.

 

  1. Afinal, a compra conjunta de imóveis vale a pena?

Analisando as vantagens e desvantagens, é possível perceber que, para valer a pena a compra conjunta de imóveis, é preciso que seja realizada com alguém de confiança.

 

Há, certamente, muitos benefícios ao dividir uma dívida com outra pessoa e não ter a necessidade de arcar com ela sozinho.

 

No entanto, se essa pessoa decidir cortar relações com você e, porventura, até deixar de pagar o empréstimo, você pode entrar numa saia justa da qual será difícil sair no futuro.

 

Portanto, mais que escolher a melhor instituição financeira para o financiamento ou o melhor imóvel para morar, é ideal ter a pessoa certa do seu lado.

 

Aproveite a sua visita à nossa página e nos siga nas redes sociais para ter acesso a mais conteúdos para tomar decisões mais bem-informadas!



Comunicar erro




VEJA MAIS